A tecnologia tem ampliado as possibilidades de operação e distribuição do Seguro Garantia, tornando processos mais rápidos e aumentando a capacidade de atendimento. No entanto, a evolução também exige atenção à análise dos riscos e à atuação dos profissionais do setor. O tema foi debatido no painel “Seguro Garantia em Tempos de Aceleração Tecnológica”, realizado nesta quinta-feira (5), segundo dia do CQCS Inovação 2026.
Carlos Ferreira Quick, vice-presidente da Pottencial Seguradora, destacou que o avanço do produto deve ampliar também a necessidade de aproximação entre corretores e clientes. Para ele, é importante compreender as demandas que nem sempre aparecem formalizadas nos documentos apresentados.
“Vai demandar ainda mais trabalho do corretor, escutar o cliente, o que não está no papel. A tendência é a gente ter um número maior [de vendas] ano que vem”, afirmou.
O executivo também ressaltou que a tecnologia deve contribuir para melhorar o atendimento, sem substituir o diálogo com o segurado. “O nosso foco é aproveitar a oportunidade da tecnologia e atender com mais qualidade os nossos clientes, dialogar e não apenas delegar uma máquina”, disse.
Alexandre Dominguez, CEO da Seguradora ALM, apontou que ferramentas tecnológicas podem agilizar a análise e facilitar a comercialização do Seguro Garantia, inclusive em demandas judiciais. Segundo ele, a inteligência artificial também pode contribuir para liberar recursos com mais rapidez.
Apesar dos ganhos operacionais, Dominguez destacou que a confiança na garantia oferecida continua sendo fundamental. “A demanda existe, a tecnologia possibilita que a gente consiga ter uma capacidade maior e tem que ter confiança na garantia que está dando, daí não é somente tecnologia”, afirmou.
Marcelo Oliveira, diretor comercial do Clube do Seguro Garantia, chamou atenção para a velocidade com que as plataformas tecnológicas podem ajudar a estruturar operações. Segundo ele, sistemas que antes exigiam anos de desenvolvimento podem ser construídos em poucos meses com o apoio dessas ferramentas.
O executivo também alertou para os impactos da inteligência artificial sobre a atuação dos profissionais que não acompanham essa transformação. “À medida que a IA avança, assessorias e corretores que não souberem utilizar a tecnologia a seu favor poderão perder relevância”, concluiu.

