O seguro de vida pode ir além da proteção financeira em caso de morte e assumir um papel mais amplo na vida das pessoas, com soluções voltadas ao bem-estar, à prevenção e à segurança financeira. Essa foi a discussão do painel “Seguro de Vida como Agente de Ar”, realizado nesta quarta-feira (4), primeiro dia do CQCS Inovação 2026, com a participação de Bruno Ciolli, Diretor Executivo/SVP da Vida + da allp fit; Leonardo Maia Bandeira, CEO da Kiman; e Marcelo Reis, Diretor Comercial do Seguro PASI.
Durante o debate, Bruno Ciolli chamou atenção para os impactos do estresse no ambiente de trabalho e o crescimento dos afastamentos relacionados ao burnout. Segundo ele, uma pesquisa apontou que 46% dos entrevistados apresentaram algum nível de estresse profissional, enquanto os afastamentos por burnout cresceram 1.000%, com impacto estimado em US$ 322 bilhões. Para o executivo, o afastamento é o estágio final de um processo que começa com sinais de sobrecarga e esgotamento.
Como alternativa, apresentou uma solução voltada ao bem-estar dos funcionários, disponibilizada por aplicativo e com baixo custo para as empresas. A ferramenta também pode apoiar organizações no atendimento às exigências relacionadas à NR-1. “Trouxemos uma solução que vai de encontro a todas as empresas que têm RH estruturado, custando centavos e está dentro de um aplicativo”, explicou.
Leonardo Maia Bandeira destacou que o seguro de vida precisa ser compreendido como uma proteção que acompanha o segurado ao longo de sua trajetória, oferecendo amparo em situações como invalidez e outros imprevistos, além de proteger a renda familiar. “18% de penetração dos brasileiros que têm seguro de vida, muito baixo para as necessidades do país e de um movimento como o nosso.”
Para Marcelo Reis, esse cenário mostra a necessidade de mudar a forma como o produto é apresentado à sociedade. Segundo ele, a comunicação não deve concentrar a atenção apenas na morte, mas mostrar como a proteção pode estar presente em diferentes momentos da vida. “É muito mais sobre a vida, até mesmo viagem, temos que tirar da visão comercial da morte”, afirmou.
O diretor comercial do Seguro PASI também reforçou que a ampliação do acesso depende de uma comunicação próxima do consumidor final, que precisa compreender os benefícios das coberturas contratadas. “Não podemos esquecer de envolver o consumidor final, não adianta nada falar de inclusão de cobertura se não podemos conversar com quem vai usufruir no final.”

