A inteligência artificial e a computação em nuvem podem ajudar as seguradoras a modernizar operações, ampliar a distribuição e alcançar novos públicos. Esses foram alguns dos pontos debatidos no painel “Cloud e AI no Seguro: da Eficiência Operacional à Vantagem Competitiva”, realizado nesta quarta-feira (4), primeiro dia do CQCS Inovação 2026, com a participação de Alexandre Faller, CIO da Bradesco Seguros; Rubens Macedo, VP de Negócios da GFT; e Rodolfo Taboada, Principal Account Executive for Financial Services da AWS.
Durante o debate, Alexandre Faller destacou o potencial de crescimento do mercado brasileiro, especialmente diante do número de veículos que ainda circulam sem seguro. Segundo o executivo, cerca de 70% da frota não está segurada, o que representa uma oportunidade para o setor, mas também exige inteligência na avaliação dos riscos e na identificação de novos perfis de consumidores.
“Existe um desafio, uma frota não coberta tem um custo e exige muita inteligência. Há um processo de avaliação de uma maneira que precisa captar perfis excelentes de pessoas que não têm acesso ao seguro”, explicou.
Para Faller, ampliar a distribuição e despertar o interesse desse público pela proteção pode representar uma nova fonte de receita para as seguradoras.
Já Rubens Macedo abordou os desafios enfrentados pelas companhias na adoção da inteligência artificial, especialmente diante de sistemas antigos e estruturas de dados que precisam ser modernizadas. Ele citou estudos da GFT segundo os quais 59% das seguradoras apontam a integração com sistemas legados como uma das principais barreiras para avançar no uso da tecnologia.
O executivo também chamou atenção para a responsabilidade no uso de agentes de inteligência artificial. Na avaliação dele, essas ferramentas precisam ser tratadas como parte da equipe, com responsabilidades bem definidas. “O agente tem que ser visto como um funcionário. E no final do dia quem vai responder por aquele cliente é o agente.”
Rodolfo Taboada, por sua vez, destacou o potencial dos agentes de IA para executar atividades e apoiar o trabalho dos profissionais. Segundo ele, essas aplicações podem assumir tarefas em diferentes etapas dos processos, desde que contem com modelos de inteligência artificial, ferramentas adequadas e uma estrutura que simplifique sua operação.

