Transformar projetos-piloto de inteligência artificial em soluções capazes de gerar resultados efetivos é um dos desafios enfrentados pelas seguradoras. Para Bruno Tardin Badini, CEO da Vertigo, a evolução dessas iniciativas depende principalmente de três fatores: dados confiáveis, governança e integração entre sistemas. O tema foi abordado durante entrevista ao programa Bate-Bola, da TV CQCS, apresentado por Gustavo Doria Filho.
Durante a entrevista, Badini destacou que as provas de conceito, conhecidas como POCs, são importantes para validar hipóteses antes da realização de investimentos maiores.
Para superar esse cenário, Badini considera fundamental começar pela organização das informações utilizadas pelas soluções de inteligência artificial. “As organizações precisam olhar para os dados de forma mais profissional, mais organizada, porque a gente só consegue resultado se tem dados confiáveis e críveis”, afirmou.
O segundo ponto destacado pelo executivo é a governança. Em um setor regulado como o de seguros, o uso da IA precisa considerar a rastreabilidade dos processos, a possibilidade de auditoria e a explicabilidade dos resultados produzidos pela tecnologia. A governança não deve ser interpretada como um obstáculo à inovação, mas como uma condição necessária para ampliar sua utilização com segurança.
A combinação entre informações estruturadas, mecanismos de governança e integração tecnológica, segundo o executivo, é o caminho para transformar provas de conceito em projetos com retorno sobre o investimento (ROI) e resultados sustentáveis.
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