O avanço da inteligência artificial (IA) em processos como cotação, análise de risco e triagem aumenta a produtividade no mercado de seguros, mas também traz desafios relacionados à proteção de dados. Informações pessoais, financeiras, de saúde e histórico de sinistros exigem controle sobre como e onde são utilizadas.
Para a Nova IT, empresa com mais de 20 anos de experiência na integração de sistemas críticos, o desafio não está em proibir a IA, mas em estabelecer governança para seu uso. Um dos riscos é o chamado “Shadow AI”, quando colaboradores utilizam ferramentas externas sem autorização e podem inserir dados de clientes em plataformas fora do ambiente da empresa.
A empresa defende uma arquitetura em que os modelos de IA funcionem em ambientes controlados, com anonimização de informações sensíveis, trilhas de auditoria e participação humana nas decisões que afetam diretamente o segurado.
Nesse modelo, a IA pode analisar informações e fazer recomendações, enquanto decisões críticas, como aprovações e recusas, permanecem sob responsabilidade de profissionais.
A recomendação é mapear processos repetitivos, classificar os dados envolvidos e começar por atividades de alto volume e menor risco. Depois, projetos-piloto podem ser avaliados por indicadores como redução de tempo e erros antes de uma expansão.
Para escolher uma solução, a Nova IT sugere que empresas questionem o fornecedor sobre cinco pontos: onde os dados são processados, se são utilizados para treinamento, como os acessos são registrados, quem toma as decisões finais e como a solução atende às exigências de proteção de dados e do mercado de seguros.
Para seguradoras e corretoras, a adoção da IA passa, portanto, não apenas pela eficiência, mas também pela capacidade de controlar os dados e rastrear como a tecnologia é utilizada.

