O uso da tecnologia no seguro de automóvel vai além da agilidade na contratação e na regulação de sinistros. Ferramentas digitais também podem reforçar a segurança nas interações com os clientes, ampliar a capacidade de atendimento dos corretores e contribuir para prevenir ocorrências. Esses desafios foram discutidos no painel “Tecnologia Turbinando o Seguro de Auto”, realizado nesta quinta-feira (5), segundo dia do CQCS Inovação 2026.
Janu Queiroz, CEO da Nuvidio, destacou a importância de garantir que as interações entre seguradoras e clientes sejam registradas e realizadas com segurança. Segundo ela, a falta de comprovação sobre o que foi informado e aceito pode deixar as companhias expostas a reclamações, fraudes e disputas judiciais.
“Sem a comprovação do que foi informado e aceito, a seguradora assume o risco sozinha. Por isso, a jornada com o cliente final deve buscar evitar reclamações, fraudes, cancelamentos e ações judiciais”, afirmou. A executiva também apresentou a plataforma da empresa voltada aos sinistros de automóveis, que utiliza recursos de vídeo e câmera para apoiar a verificação durante o atendimento.
Raquel Costa, superintendente sênior de Estratégia Comercial da Bradesco Seguros, ressaltou que a tecnologia também deve contribuir para fortalecer o trabalho dos corretores, ampliando sua capacidade de gerar negócios e alcançar novos públicos.
“Temos que potencializar o corretor, multiplicar sua capacidade de gerar negócios e transformar dados em crescimento inteligente”, destacou. Ela também apontou os novos modelos de distribuição e o atendimento híbrido como caminhos para ampliar o acesso aos seguros e apoiar a rotina dos profissionais.
Ronen Zissu, CEO e fundador da Safecar, chamou atenção para a importância de enxergar a tecnologia de forma mais ampla, incluindo soluções mecânicas, materiais e barreiras físicas. Para ele, a inovação não está restrita às ferramentas digitais.
O executivo também defendeu uma mudança de perspectiva na gestão de sinistros automotivos: em vez de concentrar esforços apenas na recuperação do veículo após uma ocorrência, o setor deve investir cada vez mais em prevenção. “A percepção idealizada hoje é que o sinistro automotivo está falando apenas sobre recuperação, mas chamamos isso como objetivo. A verdade é que ninguém quer recuperar, e sim evitar.”, concluiu.

