O papel da tecnologia na expansão dos negócios, na modernização das operações e na criação de novas oportunidades esteve em discussão no CQCS Inovação 2026, realizado nos dias 4 e 5 de novembro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP). No painel “Tecnologia Alavancando o Crescimento do Mercado de Seguros”, André Serafim, Enterprise Account Executive da Intel; Augusto Rafael, Sales Director da Guidewire Software; e Paulo César Pissardo, Business Director e Head of Insurance da GFT Technologies, compartilharam perspectivas sobre como a transformação tecnológica pode gerar resultados e fortalecer a competitividade das empresas.
Ao abordar o potencial da transformação digital, André Serafim destacou a importância de utilizar dados e inteligência artificial para compreender o contexto dos negócios e o momento de vida dos clientes. “A transformação é uma grande oportunidade. Cada produto tem seu ciclo e, por trás dessa transformação, começa a surgir um contexto. A inteligência artificial aproveita esse contexto, que é fundamental para gerar vantagem competitiva, entender o momento de vida do cliente e oferecer novos produtos. Tudo isso é possível por meio da transformação dos dados, que representam um grande ativo das empresas e precisam ser aproveitados”, afirmou.
Augusto Rafael ressaltou que os investimentos em tecnologia precisam estar diretamente relacionados aos objetivos das empresas e aos resultados esperados. Segundo ele, a transformação deve começar pela identificação dos desafios do negócio, antes da definição das soluções tecnológicas. “Quando identificamos uma empresa com problemas de tecnologia, nosso papel é conversar e entender qual problema de negócio precisa ser resolvido. No cenário econômico mundial, os investimentos precisam ser bem avaliados e trazer retorno. A conversa sobre mudança e tecnologia começa pelo viés do negócio. Depois de entender quais processos precisam mudar, passamos a falar de tecnologia”, explicou. O executivo também destacou a importância de considerar o período de transição e adaptação após a contratação de uma nova solução.
Paulo César Pissardo destacou a evolução do mercado financeiro na adoção de novas tecnologias e as oportunidades de modernização ainda existentes no setor de seguros. “Quando olhamos para dez anos atrás, percebemos que os mercados financeiros estão muito mais habituados a adotar novas tecnologias e desafiar novas jornadas. Antes, estávamos muito ligados ao mundo físico, à presença e ao papel. Essa transformação vem acontecendo, e o seguro ainda tem oportunidades de avançar com o apoio da tecnologia. Precisamos desmistificá-la e entender como ela pode apoiar os desafios dos negócios”, afirmou. O executivo também ressaltou que a tecnologia deve ser encarada como uma alavanca de crescimento, capaz de potencializar resultados, ampliar receitas e otimizar processos operacionais.

