O futuro do Seguro de Vida diante dos avanços da inteligência artificial e das transformações no comportamento da sociedade esteve em destaque no CQCS Inovação 2026, realizado no dia 04 de novembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. O painel “Turbinando o Vida em Tempos de IA” reuniu Rodrigo Barros, diretor executivo de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich; Ramon Gomez, vice-presidente Comercial da MetLife; e Fabio Lessa, diretor Comercial da CAPEMISA Seguradora.
Durante o debate, os executivos abordaram os desafios e as oportunidades para o crescimento do segmento, destacando a importância da educação securitária, da personalização das coberturas e do uso de novas tecnologias para atender às necessidades de uma população que vive cada vez mais.
Para Fabio Lessa, um dos principais desafios do setor é aproximar a sociedade do conceito de proteção e ampliar a conscientização sobre a importância do seguro em diferentes etapas da vida. “Um dos grandes desafios do mercado de seguros é reduzir a distância entre a sociedade e a percepção sobre a importância da proteção em suas vidas. Nesse contexto, a educação desempenha um papel fundamental, pois permite ampliar o conhecimento sobre os riscos e as ameaças que podem comprometer a renda, o patrimônio e a continuidade dos negócios. É essencial que as pessoas compreendam suas necessidades de proteção e identifiquem quais coberturas fazem sentido para cada situação e momento de vida”, destacou.
A longevidade também ganhou protagonismo na discussão. Segundo projeções apresentadas pela MetLife, até 2055, os avanços impulsionados pela inteligência artificial poderão acrescentar aproximadamente quatro a cinco anos à expectativa de vida de homens e mulheres nos Estados Unidos. Em um cenário de adoção acelerada da tecnologia, a expectativa de vida poderá alcançar 92 anos para as mulheres e 90,5 anos para os homens, considerando as projeções apresentadas para a população aos 65 anos.
Na avaliação de Ramon Gomez, esse movimento deverá provocar mudanças profundas na organização da sociedade e no planejamento financeiro das famílias. “A inteligência artificial deve desempenhar um papel fundamental no aumento da longevidade nas próximas décadas. Essa transformação também trará impactos importantes para a sociedade, como o prolongamento das carreiras profissionais, a postergação da aposentadoria e a convivência de até seis gerações. Além disso, a tecnologia deverá redefinir a forma como as pessoas aprendem, trabalham e planejam o futuro, ampliando a necessidade de soluções de proteção financeira, previdência e assistência adaptadas a uma população cada vez mais longeva”, afirmou.
Rodrigo Barros avaliou que a evolução tecnológica também abre espaço para que o Seguro de Vida amplie sua relevância, deixando de ser percebido apenas como uma proteção para situações inesperadas e passando a integrar, de maneira mais abrangente, o planejamento financeiro e a segurança das famílias ao longo da vida. “A inteligência artificial representa uma oportunidade importante para transformar a maneira como o mercado de seguros compreende e atende às necessidades dos clientes. Com o uso inteligente dos dados e da tecnologia, podemos desenvolver soluções cada vez mais personalizadas, simplificar a jornada de contratação e ampliar o acesso à proteção. Ao mesmo tempo, o aumento da longevidade exige um olhar mais estratégico para o planejamento financeiro e previdenciário. O nosso desafio é fazer com que o Seguro de Vida seja reconhecido não apenas como uma proteção diante de imprevistos, mas como um instrumento essencial para garantir tranquilidade, segurança financeira e qualidade de vida em todas as fases da vida”, destacou Rodrigo Barros, diretor executivo de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich.
O painel reforçou que o avanço do Seguro de Vida dependerá da capacidade das seguradoras de combinar inovação tecnológica, educação financeira e soluções alinhadas às novas demandas da sociedade. Em um cenário marcado pela inteligência artificial e pelo aumento da longevidade, ampliar o acesso à proteção e fortalecer a confiança dos consumidores serão fatores fundamentais para o desenvolvimento sustentável do setor.

