As operações da Prudential no Brasil e no México estão no radar de grandes grupos seguradores, em uma transação que pode movimentar cerca de US$ 3 bilhões. Segundo informações da Bloomberg, CNP Assurances e MetLife demonstraram interesse pelos ativos, enquanto a Mapfre também avaliou a operação, embora ainda não esteja claro se apresentará uma oferta.
A japonesa Daiichi, por sua vez, decidiu não apresentar uma proposta neste momento, de acordo com fontes ouvidas pela agência. As informações foram divulgadas sob condição de anonimato porque as negociações ainda são privadas.
A Prudential busca aproximadamente US$ 3 bilhões pelas operações dos dois países, sendo que o Brasil responde por quase 90% do pacote. A expectativa, segundo as fontes, é que a transação seja anunciada ainda em 2026.
Representantes da Prudential, MetLife, CNP, Daiichi e Mapfre não comentaram as informações.
No Brasil, a Prudential atua principalmente no segmento de seguros de vida e figura entre as maiores seguradoras do país. Entre janeiro e julho de 2026, a companhia registrou R$ 4,88 bilhões em prêmios, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
A operação também envolve questões relacionadas a processos trabalhistas em andamento no Brasil. Segundo uma das fontes ouvidas pela Bloomberg, um eventual comprador deverá considerar as provisões mantidas pela Prudential para essas ações na negociação do preço.
A companhia mantinha aproximadamente R$ 193 milhões em provisões para processos trabalhistas em junho de 2026, conforme suas demonstrações financeiras. Parte dos potenciais interessados avalia descontar esse montante do valor da aquisição.
A Prudential, sediada em Newark, Nova Jersey, vem adotando uma estratégia de simplificação de suas operações e de venda de ativos em mercados emergentes. Sob o comando do CEO Andy Sullivan, o grupo busca reduzir sua presença em determinadas regiões e direcionar recursos para negócios menos intensivos em capital, com o objetivo de ampliar a rentabilidade.
No mês passado, a diretora financeira da companhia, Yanela Frias, afirmou que a venda das operações no Brasil e no México estava “bem adiantada”.

