A Inteligência Artificial já começa a apresentar impacto financeiro concreto no setor de seguros. Mais da metade das seguradoras registra crescimento de receita gerado pela IA, ao mesmo tempo em que a tecnologia contribui para ganhos de eficiência e melhorias na tomada de decisão. O avanço, porém, ainda encontra barreiras relacionadas à regulação, compliance e controles operacionais.
O cenário faz parte da AI Impact Survey 2026, da Grant Thornton, realizada com 950 líderes empresariais de dez indústrias. O levantamento mostra que a corrida pela IA entrou em uma nova fase: mais do que implementar novas ferramentas, as empresas passam a ser cobradas pela capacidade de transformar seus investimentos em receita, produtividade e vantagem competitiva.
Nesse contexto, o setor de seguros se destaca por já conseguir associar a adoção da tecnologia a resultados financeiros. Os avanços indicam que a IA começa a deixar uma agenda exclusivamente ligada à inovação para assumir um papel mais relevante no desempenho das organizações.
Ao mesmo tempo, a expansão das iniciativas traz novos desafios. Segundo a Grant Thornton, entraves regulatórios e de compliance ainda limitam os projetos, indicando que a continuidade desse crescimento dependerá também do aprimoramento dos controles operacionais.
Para Maikon Silva, sócio de Risk da Grant Thornton, a capacidade de conectar tecnologia e estratégia será determinante nessa nova etapa. “A IA deixou de ser um diferencial por si só. O que destaca as empresas é a capacidade de conectar tecnologia à estratégia e gerar valor real.”
O cenário coloca as seguradoras diante de uma nova equação: ao mesmo tempo em que a IA já demonstra potencial para gerar receita e melhorar a eficiência das operações, será necessário fortalecer governança e controles para ampliar seu uso de maneira sustentável. A capacidade de equilibrar inovação, resultados e conformidade tende a definir quais empresas conseguirão capturar mais valor da tecnologia nos próximos anos.

