*Por Felipe Prado Ribeiro – Diretor de Agro, RD Equipamentos, RC e Financial Lines
Gerir uma fazenda vai muito além de plantar e colher. O produtor investe alto em equipamentos, estruturas e armazenagem. É uma operação complexa, com atividades em cadeia. Isso faz com que ocorrências ou falhas operacionais tenham potencial para comprometer todo o ciclo produtivo.
Nesse contexto, o Seguro Agrícola protege a lavoura contra riscos climáticos e eventos naturais extremos que podem comprometer toda a produção. No entanto, ele não cobre todos os pontos críticos da operação. Por isso, é necessário que o produtor conte com cobertura que amplie a proteção desde o início efetivo do plantio.
Refiro-me à proteção contra a não germinação. Na prática, é uma ampliação do período de cobertura focado em riscos desde o início do plantio. Aqueles casos em que, por exemplo, chove demais e, por essa razão, a semente não germina bem.
Para proteger a operação no campo de riscos que vão além da lavoura, porém, é recomendado contratar outras modalidades de seguro. Dessa forma, protege-se todos os processos envolvidos na atividade rural.
Minha intenção com esse artigo é mostrar que essa segurança pode realmente ser mais completa. Indo do investimento no plantio à armazenagem do que se produz.
Seguro Agrícola: proteção essencial da safra
Nos últimos anos, o agronegócio global sofreu muito com os eventos climáticos extremos. No Brasil, o segundo semestre promete ser desafiador. As projeções indicam o avanço do El Niño, com mudanças no comportamento das chuvas e aumento do calor. As previsões foram divulgadas pelo Portal Notícias Agrícolas.
São eventos que não preocupam os produtores apenas pela frequência, mas também pela severidade. Mudanças no clima que podem prejudicar a produção, por mais que haja planejamento. Alguns desses sinistros encurtam a janela de plantio, enquanto outros afetam o desenvolvimento das plantas e dos grãos.
Parte dessa Gestão de Riscos pode ser feita por meio do Seguro Agrícola. Além de cobertura adicional de não germinação, essa solução é capaz de proteger o ciclo produtivo contra condições climáticas adversas. Entre esses riscos estão:
- variação excessiva de temperatura;
- chuva excessiva;
- tromba d´água;
- ventos fortes;
- inundação;
- estiagem;
- geada;
- seca.
Com base em um planejamento de plantio e em necessidades particulares, o agricultor pode contratar esse seguro em três modalidades:
- Custeio – indeniza o produtor pelo valor investido em sementes, defensivos, fertilizantes e outros recursos, evitando que o produtor não entre em falência imediata;
- Produtividade – com base em dados históricos, garante indenização pela diferença entre a produtividade prevista na apólice e o volume colhido;
- Granizo – cobertura específica para plantações de maçã, uva, tomate, cebola e arroz prejudicadas pela queda de tempestade de pedra de gelo.
Assim, o produtor rural tem mais tranquilidade para conduzir o negócio e seguir em frente, mesmo diante de imprevistos.
Atenção à armazenagem: porque a cadeia produtiva não termina na lavoura
O agronegócio não se limita às etapas de plantio e colheita. A cadeia produtiva inclui a armazenagem, que abriga o valor de tudo o que se produziu. Incêndios, explosões, infiltrações e outras falhas estruturais podem comprometer estoques, insumos e maquinários. Além disso, o furto é outro risco relevante que pode impactar a safra.
Esses fatores evidenciam que a proteção no campo precisa ir além da plantação. Silos, galpões, armazéns e demais estruturas de apoio são parte essencial da operação. Sem a proteção oferecida pelo Seguro Empresarial, um imprevisto pode comprometer até mesmo um ciclo produtivo que vai começar.
Sinistros com equipamentos: prejuízo financeiro e operacional
Durante o ciclo produtivo, cada dia de trabalho faz diferença no resultado da safra. E basta a falha ou furto de um equipamento para os problemas do produtor rural começarem a surgir. Afinal, o prejuízo não se limita ao valor do bem perdido ou danificado. Ele se estende ao serviço parado e à queda da produção.
Máquinas e implementos não são simples ferramentas de apoio. São peças centrais no processo produtivo. Então, também precisam de proteção adequada contra perdas e danos. É o caso do amparo oferecido pelos seguros Equipamentos Agrícolas – Benfeitorias e Equipamentos Agrícolas – Penhor Rural.
Na contratação dessas proteções, vale a pena buscar detalhes sobre a rapidez do processo de indenização. No campo, não há margem de tempo para longas interrupções. Diante de um sinistro, o ideal é que o atendimento seja ágil para que a retomada da operação aconteça o quanto antes.
Gerenciamento de Riscos: mais do que prevenção, capacidade de reação
Em qualquer negócio, é vital conhecer as ameaças que rodeiam a operação. Isso quer dizer identificar o que pode dar problema e adotar medidas de prevenção. Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer sinais antecipados de problemas. Lembrando que tão importante quanto prevenir é reagir com rapidez diante de um problema.
Não se trata de tornar a operação imune a perigos. Isso não existe, tendo em vista a complexa dinâmica das atividades no campo. O que falo é sobre encontrar formas de reduzir as chances de uma ocorrência ou minimizar seus impactos. Há casos, por exemplo, que o risco está por trás do esquecimento da manutenção de uma máquina.
A Sompo reconhece a importância desse olhar preventivo. Por essa razão, oferece o serviço de Gerenciamento de Riscos, que é diferente da Gestão de Riscos. É a nossa forma de apoiar o produtor rural em etapas críticas da operação. Após inspeções, elaboramos diagnósticos e planos de ação com medidas de prevenção e respostas.
As regras do jogo: quem entende, decide com mais tranquilidade
Ao contratar qualquer proteção para o seu negócio, é fundamental avaliar com atenção as condições propostas. Questione o corretor sobre coberturas, processo de indenização, obrigações, carências, franquias e exclusões.
No Seguro Agrícola, por exemplo, as regras variam de acordo com o produto, a cultura e a região. Entender esses pontos é o que permite tomar decisões mais seguras na contratação de cada nova proteção.
A cobertura de safra é parte indispensável da proteção. Mas a continuidade do negócio depende do olhar para o ciclo completo da produção: do plantio à armazenagem. Isso significa considerar aliar novas modalidades a um bom plano de Gerenciamento de Riscos.
Quem conhece os desafios no campo entende o valor dessa estratégia.

