O desenvolvimento de pessoas e o papel das lideranças estiveram entre os temas centrais do Dive In Festival 2026. Em um dos painéis realizados nesta quarta-feira (24), representantes da Sompo, da Gallagher e da WTW discutiram como curiosidade, vulnerabilidade, diversidade de ideias e protagonismo podem contribuir para preparar profissionais e organizações para as transformações do mercado de trabalho.
Participaram da discussão Roberta Caravieri, diretora de Recursos Humanos e Sustentabilidade da Sompo; Guadalupe Nascimento, diretora jurídica da Gallagher; e Guilherme Vieira, diretor de Experiência do Empregado da WTW.
Para Roberta, que mais uma vez representou a Sompo no festival, um dos principais aprendizados está na disposição para aprender continuamente ao longo da carreira.
“Acredito que o grande aprendizado que levamos hoje é ter curiosidade, estar disposto a aprender e reaprender sempre. Então, buscar sempre o seu desenvolvimento e ter protagonismo para isso. Cuidar de você para que seu crescimento venha e aflore cada vez mais”.
A executiva ressaltou ainda a importância de assumir a responsabilidade pelo próprio desenvolvimento profissional. Nesse contexto, o protagonismo vai além do cargo ocupado dentro da organização e está diretamente relacionado à iniciativa de buscar conhecimento, identificar oportunidades de aprendizado e participar ativamente da própria evolução.
A vulnerabilidade também foi apontada como uma característica importante para quem ocupa posições de liderança. Para Guadalupe Nascimento, a troca de experiências e conhecimentos entre diferentes profissionais fortalece o desenvolvimento das equipes.
“A mensagem de hoje é: líderes, não tenham receio de demonstrar vulnerabilidade e trazer seu time para perto, completando o conhecimento. O conhecimento é um quebra-cabeça com peças que várias pessoas podem colocar”.
A participação teve um significado especial para a Gallagher, que sediou pela primeira vez uma das discussões do Dive In Festival. Para Guadalupe Nascimento, o encontro simbolizou a importância da colaboração entre empresas do mercado na promoção de lideranças mais inclusivas, capazes de estimular o desenvolvimento das pessoas e a troca de diferentes perspectivas dentro das organizações.
A reflexão reforça uma visão cada vez mais presente nas organizações: a de que o papel do líder não consiste em concentrar todas as respostas, mas em criar espaço para que diferentes integrantes da equipe contribuam com suas experiências, perspectivas e conhecimentos.
Já Guilherme Vieira destacou que as discussões sobre diversidade e inclusão precisam ir além dos conceitos tradicionalmente abordados e considerar também a pluralidade de ideias e formas de contribuição dentro das empresas.
“Acredito que nossa discussão é o quanto que esse âmbito de diversidade tem que ser discutido para muito além do que talvez fosse uma concepção inicial”.
Segundo o executivo, essa perspectiva está diretamente ligada ao desenvolvimento de talentos em um momento de profundas transformações no mercado de trabalho. Nesse sentido, a diversidade também envolve a capacidade de reunir diferentes formas de pensar e de contribuir para os desafios organizacionais.
“Isso tem muito a ver com diversidade de ideias, tem a ver com diversidade de como é que eu contribuo dentro do espaço organizacional”.
Guilherme também relacionou esse cenário ao protagonismo dos profissionais diante das mudanças em curso no mundo do trabalho.
“Esse é um momento bastante chave dentro da transformação do mercado de trabalho, em que nosso grau de protagonismo é extremamente relevante pra conseguir passar por isso da melhor forma possível”.

