O 15º Congresso Brasileiro de Atuária (CBA) iniciou suas atividades no dia 13 de agosto, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (13), reunindo representantes de instituições dos mercados de seguros, previdência, saúde suplementar e capitais. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), e vai debater sobre “Risco, Dados e Inteligência: o Papel Estratégico do Atuário na Sociedade Brasileira”. O evento aborda tendências e desafios relacionados à atuação dos profissionais de atuária, com foco no uso de dados, gestão de riscos, regulação e inteligência aplicada à tomada de decisões.
A cerimônia de abertura contou com a participação de Giancarlo Germany, presidente do IBA; Carlos Queiroz, diretor da SUSEP; Rafael Vieira de Lima, gerente de Acompanhamento de Empresas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Ricardo Pena, diretor-superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc); e Lenise Secchin, diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O presidente do IBA, Giancarlo Germany, relatou a magnitude dos temas debatidos no congresso, onde refletem o momento atual na economia e na tecnologia.“Nas perspectivas para os próximos anos, o uso de dados massivos, a transição demográfica e as novas exigências prudenciais redefinirão os desafios de negócio nos setores financeiro e securitário. O papel do atuário moderno transcende a projeção de cenários de longo prazo. Trata-se de antecipar vulnerabilidades sistêmicas e assegurar a robustez técnica indispensável para a mitigação de riscos, mantendo um compromisso constante com as necessidades das empresas e da sociedade”.
Carlos Queiroz, diretor da SUSEP, mencionou a importância do evento para a categoria. “Tenho certeza que no congresso a gente vai ter excelentes falas, excelentes palestras para gerar entendimento nesse momento e para posicionar os atuários nessa nova fase desse mundo em transformação. Quero destacar aqui, para a organização do evento, o que é o novo tema do congresso. É um congresso que se pretende falar sobre vistos da inteligência, temas essenciais e atuais”.
Segundo Lenise Secchin, diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, o atuário está presente em áreas essenciais da sociedade, na previdência, na saúde, nos sistemas financeiros, em todos os pontos nos quais as decisões tomadas, onde produzem consequências que podem se estender ao longo dos anos. “Em todas essas áreas existe um elemento comum, a necessidade de transformar incerteza em capacidade decisória. Inteligência para fazer perguntas certas, reconhecer as minimizações de modelos, identificar resultados, obter as consequências das escolhas que fazemos. Acredito que estamos diante de uma transformação importante da própria posição de atuário. Esse profisisonal deixa de ser visto apenas como aquele que calcula os riscos e se considera como um profissional estratégico para compreendê-lo, antecipá-lo e ter decisões sobre como resultar, como enfrentar esses riscos”.
Rafael Vieira de Lima, gerente de Acompanhamento de Empresas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o papel estratégico do atuário informa a expressão direta para todo o mercado. “Obrigações de longo prazo, mensuradas por métodos e premissas, cuja avaliação exige conhecimento atuarial, chamam o mercado como informação financeira e é com base nessa informação que investidores e demais participantes decidem testificar, financiar e precificar. A qualidade do trabalho atuarial, portanto, não influencia apenas a precisão do mundo. Ela participa da construção da confiança com que o mercado de capitais olha para o fututo”.
Ricardo Pena, diretor-superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), a comunidade atuarial possui o propósito de a formular e a avaliar as políticas públicas dependem de dados, projeções e análises de risco, o que proporciona maior segurança e qualidade às decisões. “O atuário tem papel fundamental na obtenção, no tratamento e na análise dos dados, inclusive em situações em que as informações disponíveis são limitadas. Mais do que reconhecer que o dado é estratégico, é preciso compreender sua qualidade, consistência e importância para decisões mais seguras e bem fundamentadas”.
A programação dos dois dias inclui painéis sobre previdência, seguros, saúde suplementar, mercado de capitais, inteligência artificial, sustentabilidade e riscos regulatórios e climáticos, além de outros temas relacionados à atividade atuarial. O encontro busca ampliar o debate sobre o papel estratégico dos atuários diante das transformações dos mercados e do aumento da complexidade na avaliação e gestão de riscos.

