Notícias | 17 de agosto de 2026 | Fonte: CQCS l Karem Soares

15º Congresso Brasileiro de Atuária reúne especialistas para discutir riscos, dados e futuro da profissão

O 15º Congresso Brasileiro de Atuária (15º CBA)  reuniu nos dias 13 e 14 de agosto de 2026, no Rio de Janeiro, profissionais, especialistas, representantes de órgãos reguladores, pesquisadores e lideranças de diferentes áreas ligadas à ciência atuarial. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Atuária (IBA), o encontro tem como tema central “Risco, Dados e Inteligência: o Papel Estratégico do Atuário na Sociedade Brasileira”.

O diretor de Seguros do IBA, Dinarte Bonetti, afirmou que a categoria compareceu ao Congresso, para fomentar o conhecimento. “O Congresso superou nossas expectativas, reunindo mais de 660 atuários, um recorde de participação que demonstra a força e a relevância da nossa comunidade profissional. O nível de engajamento tem sido muito expressivo, com discussões técnicas de alto nível, troca de conhecimento e, ao mesmo tempo, uma excelente oportunidade de reencontro entre colegas”.

Cerca de 800 congressistas acompanharam uma programação composta por 19 painéis, além de momentos de integração e palestra magna, além do debate sobre as principais transformações enfrentadas atualmente pelos mercados de previdência, seguros, saúde suplementar e gestão de riscos. Inteligência artificial, sustentabilidade, mudanças demográficas e climáticas e novas possibilidades de atuação profissional também estão entre os assuntos abordados.

O segundo dia  começou com um debate sobre longevidade e as tendências capazes de redefinir o futuro. A pauta ganha relevância diante das mudanças na estrutura etária da população e dos impactos que o aumento da longevidade pode provocar sobre sistemas previdenciários, seguros, saúde e planejamento financeiro de longo prazo.

O painel “Longevidade: Tendências que redefinem o futuro”, mediado pelo vice-presidenre do IBA, Daniel Conde, e com a participação da consultora da CCS Serviços, Celina Costa,  da  cofundadora da Data8, Kléa Klouri, e do presidente do Instituto de Longevidade da MAG, Nilton Molina. O debate está relacionado aos desafios para sistemas previdenciários, saúde, seguros, planejamento financeiro e políticas públicas, áreas nas quais projeções de longo prazo e avaliação de riscos fazem parte do trabalho atuarial. 

Molina conduziu a apresentação, pontuando o cotidiano longevo como um atenuante para a toda a sociedade. “A longevidade não deve ser tratada como um tema exclusivo das pessoas mais velhas. Pelo contrário, é principalmente uma conversa para os jovens, porque as decisões tomadas hoje terão impacto direto sobre o futuro. Isso envolve planejamento financeiro, saúde, trabalho, relações humanas e participação social”.

Na sequência, a programação abriu espaço para as incertezas relacionadas ao futuro da Previdência Social brasileira, com participação de especialistas do setor. Paralelamente, outro painel colocou em discussão o componente social do ESG, relacionando mensuração, risco e sustentabilidade à lógica atuarial. A capacidade de antecipar cenários também integra a agenda desta sexta-feira, com discussões sobre o uso de inteligência atuarial para prever tendências e apoiar decisões. O congresso dedica ainda espaço específico à evolução da profissão, reunindo evidências, tendências e possíveis novos caminhos para os atuários diante das transformações econômicas, sociais e tecnológicas.

O gerente Atuarial da Porto, Lucas Senna, ressaltou a importância do congresso para os atuários. “O intercâmbio de experiências é essencial para aprimorarmos nossas estimativas, modelos e metodologias de mensuração de riscos, independentemente do ramo de atuação. Esse espaço é uma excelente oportunidade para o fortalecimento do networking e para o compartilhamento de conhecimento técnico entre a comunidade atuarial e o mercado segurador”.  

Ao reunir discussões sobre regulação, tecnologia, previdência, seguros, saúde, longevidade, sustentabilidade, inteligência artificial e mudanças climáticas, o 15º Congresso Brasileiro de Atuária reforça a ampliação do espaço ocupado pelos atuários na sociedade. Mais do que realizar cálculos e projeções, o profissional é cada vez mais chamado a interpretar cenários, mensurar incertezas e transformar dados em informações estratégicas para decisões que envolvem o presente e, principalmente, o futuro.

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