Dados oficiais da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), divulgados nesta 4ª feira (16), indicam que o setor registrou receitas totais de R$ 206,3 bilhões no primeiro semestre deste ano. Ainda de acordo com a autarquia, o lucro líquido acumulado superou a marca de R$ 12,1 bilhões no final de junho, o equivalente a aproximadamente 5,8% da receita total do período.
A ANS revelou que o resultado líquido do setor apurado em junho está em patamar ligeiramente inferior ao registrado no primeiro semestre do ano passado (R$ 12,9 bilhões), quando foi registrado o maior volume da série histórica em termos nominais.
Outro dado relevante é que 76,2% dos entes regulados pela ANS (596 entidades) encerraram o primeiro semestre com resultado líquido positivo, mesmo patamar apurado em igual período no exercício passado.
Segundo a diretora substituta de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, Carla Soares, a análise dos indicadores econômico-financeiros deve considerar também a evolução do número de beneficiários e os dados assistenciais. “A consulta conjunta aos painéis e às demais publicações da ANS permite compreender de forma mais ampla o comportamento do setor”, explicou.
As operadoras médico-hospitalares constituem o principal segmento do setor. Juntas, alcançaram lucro líquido de R$ 10,9 bilhões até junho.
O resultado operacional agregado — que contempla a operação direta das entidades — apresentou saldo positivo de R$ 5,6 bilhões.
Já a sinistralidade agregada do período atingiu 81,9%, o equivalente a 0,8 ponto percentual acima do registrado no mesmo período do ano anterior.
De acordo com a ANS, esse resultado foi fortemente influenciado por fatores atípicos para o período, como o reconhecimento de provisão técnica voluntária por uma das maiores operadoras do setor e o aporte de recursos pelo mantenedor de uma autogestão.
Esse patamar indica que aproximadamente 81,9% das receitas de mensalidades foram destinadas a despesas assistenciais — ainda assim, o segundo menor nível registrado desde 2020.

