A provocação de Vinicius Schroeder, cofundador e CEO da Brick, chama atenção para um desafio que vai além de produtos e tecnologia: a forma como o setor de seguros é percebido por quem está fora dele, especialmente pelas novas gerações.
Em publicação no LinkedIn, o executivo afirma que o seguro está entre as indústrias mais interessantes do mundo, mas que essa característica ainda não é percebida por grande parte das pessoas. Para Schroeder, o mercado ainda carrega uma imagem associada à burocracia, à papelada e aos contratos, apesar das transformações que vêm acontecendo nos últimos anos.
Na avaliação do CEO da Brick, mudar essa percepção também passa pela maneira como as empresas do setor se comunicam. É nesse contexto que ele destaca a nova campanha da Porto com Gabriel Bortoleto, piloto brasileiro que compete na Fórmula 1.
Schroeder afirma acompanhar a trajetória do piloto e destaca o fato de ele representar o Brasil na principal categoria do automobilismo mundial ainda tão jovem. Para o executivo, a associação entre uma seguradora e uma personalidade ligada ao esporte ajuda a aproximar o setor de histórias que despertam identificação e interesse do público.
A estratégia também pode contribuir para apresentar o mercado de seguros de uma maneira diferente para uma geração que talvez ainda não tenha contato direto com a indústria. Em vez de comunicar apenas produtos, coberturas e serviços, campanhas desse tipo podem colocar o seguro dentro de contextos relacionados a pessoas, conquistas e inovação.
Para Schroeder, essa mudança de percepção é relevante também para o futuro profissional do setor. Segundo ele, a imagem que a indústria constrói influencia diretamente o interesse de pessoas que estão escolhendo onde trabalhar e quais caminhos seguir em suas carreiras.
“Quanto mais conseguirmos comunicar o seguro como algo sexy, mais gente talentosa vai querer participar do futuro dele”, escreveu.
A discussão ganha importância em um momento em que o mercado passa por uma transformação acelerada, impulsionada por tecnologia, inteligência artificial, novos canais de distribuição e mudanças no comportamento dos consumidores. Para acompanhar esse movimento, as empresas precisam desenvolver novas soluções, mas também encontrar formas de comunicar essas mudanças de maneira que faça sentido para diferentes públicos.
Na visão do executivo, o desafio não está apenas em tornar o mercado de seguros mais interessante. O setor já reúne tecnologia, inovação, gestão de riscos, finanças e impacto direto na vida de pessoas e empresas. O próximo passo é fazer com que tudo isso seja percebido por quem está dentro e fora da indústria, de profissionais que podem construir seu futuro a consumidores que estão cada vez mais exigentes.
“No fim, talvez o desafio não seja tornar o mercado de seguros mais interessante. Talvez seja ajudar as pessoas a perceberem o quanto ele já é”, conclui Schroeder.

