De pequenos a grandes empresários, o risco de fraudes é constante e pode comprometer desde o fluxo de caixa até a credibilidade no mercado. Atividades fraudulentas podem surgir externamente ou mesmo internamente — recentemente, um corretor de seguros denunciou sua funcionária por desviar cerca de R$ 60 mil. A pergunta que paira é: como evitar?
De acordo com Dorival Alves de Sousa, advogado, corretor de seguros, diretor do Sincor-DF e delegado representante da Fenacor, é importante estar atento não apenas para perda financeira que atividades fraudulentas podem causar, mas aos riscos de desvios de produção e o impacto direto desses episódios na reputação e na credibilidade da empresa.
“Se um sinistro ocorrer nesse cenário, a corretora poderá enfrentar não apenas repercussões financeiras, mas também responsabilidade civil e criminal, podendo o empresário corretor de seguros ser responsabilizado por atos ilícitos praticados por seus colaboradores. Além disso, ele poderá responder a processos administrativos junto à Superintendência de Seguros Privados (Susep)”, afirma Alves.
Entre as medidas estão:
- Realizar auditorias financeiras de produção;
- Utilizar ferramentas para acompanhamento em tempo real das transações;
- Promover de treinamentos sobre ética profissional;
- Restringir o acesso a informações sensíveis;
- Manter canais sinônimos de denúncia;
- Avaliar periodicamente riscos, a fim de garantir a conformidade com as normas da Susep.
O especialista é enfático ao lembrar que a prevenção de fraudes exige atenção diária, processos claros e acompanhamento constante. “Os empresários do setor de seguros precisam estar cientes de que a proteção contra fraudes e desvios de produção vai além da confiança nas equipes; é uma responsabilidade que exige uma gestão proativa e rigorosa”, destaca.

