O mercado de seguros, previdência aberta e capitalização devolveu para a sociedade, de janeiro a maio deste ano, cerca de R$ 105 bilhões sob a forma de indenizações, resgates, benefícios e sorteios. De acordo com a Susep, esse valor representa uma queda de 5,06% em preços correntes e de 8,97% em termos reais (já descontada a inflação acumulada) sobre o montante registrado no mesmo período, em 2025.
Dessa forma, a média diária de valores injetados pelo setor na economia brasileira girou em torno de R$ 700 milhões, até maio.
Aproximadamente 60% desses recursos (R$ 61,2 bilhões) foram referentes a resgates no VGBL, PGBL e planos tradicionais de previdência aberta.
Outra soma importante (R$ 32,1 bilhões) foi relativa aos pagamentos de indenizações de seguros.
Foram registrados ainda R$ 11,6 bilhões em resgates e sorteios na capitalização.
RECEITA CAI
Segundo os dados oficiais da Susep, a arrecadação do setor somou R$ 172,9 bilhões até maio, representando uma queda nominal de 1,7% em relação aos cinco primeiros meses do ano passado.
Já em termos reais (ou seja, descontada a inflação do período), houve retração de 5,7% da receita.
Os segmentos de seguros de danos e seguros de pessoas (excluindo o VGBL) arrecadaram, juntos, R$ 93,7 bilhões no período, o que corresponde a uma queda nominal de 6,37% e real de 2% na comparação com o valor apurado de janeiro a maio de 2025.
Entre os produtos de acumulação (VGBL, PGBL e previdência tradicional), as contribuições somaram pouco menos de R$ 66,2 bilhões até maio, queda nominal de 10,4% e real de 14,03% frente ao mesmo período do ano passado.
No caso dos títulos de capitalização, a arrecadação atingiu R$ 13 bilhões até maio, com retração nominal de 6,5% e real de 10,3% na comparação com 2025.

