A inteligência artificial vem ganhando espaço no dia a dia das corretores, sendo utilizada em atividades que vão desde o atendimento automatizado até a produção de conteúdo e aprimoramento da comunicação com clientes. Este movimento acompanha uma transformação digital que avança em diferentes setores da economia e que, aos poucos, também altera a forma como os corretores se relacionam com consumidores e administram suas operações.
Mais do que uma tendência tecnológica, a IA vem sendo vista como uma ferramenta capaz de aumentar produtividade, agilizar processos e ampliar a capacidade de atendimento sem perder o foco na experiência do cliente.
Com mais de 25 anos de atuação no setor, Alex de Lima Miranda, da Adminseg Corretora de Seguros, afirma que a tecnologia faz parte da rotina da empresa. “Hoje, já utilizo inteligência artificial em diversos processos da corretora, inclusive em atendimentos automatizados”, cita. “São muitas novidades positivas chegando e que, certamente, contribuirão para melhorar ainda mais a experiência dos nossos clientes”, destaca Miranda.
A adoção de novas ferramentas também vem impulsionando iniciativas voltadas ao fortalecimento do relacionamento com os segurados. Segundo Alex, a corretora iniciou recentemente um projeto de podcast para ampliar a comunicação com diferentes públicos. “O objetivo é fortalecer a conexão com diferentes públicos, ampliando nossa comunicação regional, estreitando vínculos pessoais e profissionais, além de aumentar nossa audiência de forma estratégica”, detalha o corretor da Adminseg.
Para ele, a tecnologia deve ser utilizada como um instrumento para gerar proximidade e confiança. “Acreditamos que compartilhar conhecimento, experiências e informações relevantes gera proximidade, confiança e valor para nossos clientes, parceiros e amigos”, ressalta.
A modernização das corretoras, porém, não está restrita às empresas que já possuem processos digitais consolidados. Em muitas operações, a inteligência artificial ainda está em fase de implementação, mas é vista como uma necessidade para os próximos anos.
É o caso da corretora Cons. e Cor. Segs, comandada por Rodrigo Botelho Machado, em Brasília. Segundo ele, a chegada de uma nova geração à empresa tem acelerado a busca por soluções tecnológicas. “Estamos estudando como introduzir a IA nos fluxos de rotina da corretora”, analisa..
Mesmo em fase de adaptação, Rodrigo acredita que a tecnologia tem papel importante na evolução do setor. “Sabemos que essa ferramenta é muito importante e que vai incorporar o dia a dia de todas as atividades.”
Apesar do avanço da automação, os profissionais ouvidos reforçam que a inteligência artificial não substitui a essência consultiva da corretagem de seguros. Para Botelho, a tecnologia deve atuar como suporte ao trabalho humano. “Acreditamos que a IA vai ajudar muito, mas não substitui o atendimento humanizado”, comenta. “É uma ferramenta para auxiliar e alavancar as atividades”, complementa ele.
Os ganhos de produtividade também aparecem entre as principais expectativas dos corretores. “Acreditamos que, com a IA, os ganhos aumentem e novas ferramentas sejam exploradas e alavanquem vendas”, afirma.
A percepção predominante é que a inteligência artificial não afasta o corretor do cliente, mas pode fortalecer essa relação quando utilizada de forma estratégica. “A IA utilizada de forma orientada e acompanhada ajuda a aproximar o cliente e o corretor de seguros”, destaca Rodrigo.
Em um setor cada vez mais digital, a adaptação às novas tecnologias também passa a ser vista como um diferencial competitivo. Na avaliação de Botelho, quem deixar de acompanhar essa transformação poderá perder espaço no mercado. “Aquele que não utilizar a IA como ferramenta parceira, com certeza ficará para trás daqueles que utilizam a ferramenta.”
O avanço da inteligência artificial nas corretoras mostra que a tecnologia vem assumindo um papel cada vez mais presente na distribuição de seguros. Ao mesmo tempo em que automatiza tarefas e amplia a eficiência operacional, a tendência é que ela fortaleça o caráter consultivo da profissão, permitindo que os corretores dediquem mais tempo ao relacionamento, à orientação e à construção de soluções personalizadas para seus clientes.

