A programação do CQCS Inovação 2026 segue reunindo conteúdos e debates sobre os principais desafios e transformações do mercado. Durante a plenária do primeiro dia, realizada nesta quarta-feira (4), Jing Liao, Chairwoman da Solera Foundation e Chief Administrative Officer da Solera Corp.; Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg); Paulo Rocca, vice-presidente de Inovação e Novos Negócios da Bosch América Latina; e Alice Spencer, diretora executiva do Cambridge Institute for Sustainability, discutiram o tema “O Futuro da Mobilidade: IA, NEVs e Circularidade”.
A iniciativa faz parte do lançamento do Global Circularity Consortium, criado pela Solera Foundation, que reúne seguradoras, fabricantes de veículos, empresas de reparação, e reciclagem, governos e instituições acadêmicas para gerar oportunidades econômicas e acelerar a transformação sustentável do ecossistema automotivo.
Mediadora do painel, Jing Liao destacou que o debate reuniu profissionais de diferentes segmentos, todos em busca de inovação, novas formas de atuação e oportunidades.
Em sua fala, Alice Spencer ressaltou a importância de adotar uma visão sistêmica diante dos desafios que vão além das mudanças climáticas. “Comida, água e energia. Não se pode falar sobre uma dessas coisas sem falar nos outros, estão interconectados”, disse. “Quando se fala de circularidade, a natureza é uma das coisas mais importantes na agenda”, acrescentou.
Dyogo Oliveira, por sua vez, ressaltou que a sociedade passa por diferentes transições, entre elas tecnológica, climática e comportamental. O executivo também analisou o cenário macroeconômico brasileiro. “A indústria de seguros é fortemente relacionada à atividade econômica. Se a sociedade não se desenvolve, a indústria do seguro também não se desenvolve”, observou.
De acordo com o presidente da CNseg, o cenário para os próximos anos deve ser marcado pela continuidade das altas taxas de juros, inflação resistente e crescimento moderado. “A estimativa para esse ano é 7,5%, exceto previdência em virtude da incidência do IOF”, ressaltou.
Oliveira também destacou o papel dos profissionais que estão na ponta da distribuição, especialmente os corretores. “Discussões como essa de como trazer eficiência, novos negócios e ampliar a cobertura [de seguros] são extremamente relevantes. Precisamos reconhecer a importância do corretor dentro dessa pauta de mobilização de fazer crescer a cobertura de seguros”, destacou.
Diante da volatilidade do cenário brasileiro, Paulo Rocca ressaltou a capacidade de flexibilidade e resiliência dos latino-americanos. Para ele, a incerteza faz parte desse contexto. “Hoje, o mundo aprende conosco. Na Bosch, colegas de outros países vêm para aprender a volatilidade, a incerteza”, disse. “O mundo dá um pouco de medo, mas vemos muita oportunidade”, complementou.
Com o tema “Transformando o seguro”, o CQCS Inovação 2026 reúne, ao longo de dois dias, especialistas internacionais, corretores, assessorias, empresas de tecnologia e executivos das principais companhias seguradoras do país para discutir tendências, desafios e novas perspectivas para o mercado de seguros.

