Notícias | 28 de maio de 2025 | Fonte: JOTA Jornalismo

Técnicos da ANS comemoram freio no sandbox regulatório

Técnicos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) trocaram abraços e comemoraram na última sexta-feira (23/5) a suspensão da análise do sandbox regulatório, que visava a implementação de planos simplificados (só consultas e exames), anunciada em reunião pela diretoria colegiada. Isso porque os servidores temiam que a proposta fosse aprovada mesmo depois dos intensos questionamentos da sociedade civil e de parte do mercado, já que a Justiça Federal havia negado um pedido de liminar feito pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) para suspender deliberações sobre o tema.

“Vemos como positiva a rediscussão do tema”, informou ao JOTA a Associação dos Servidores e demais Trabalhadores da ANS (Assetans).

Os técnicos temem a falta de estudos e avaliações sobre o assunto e avaliam que, se liberada a venda de planos somente de consultas e exames, seria uma forma de retrocesso ao que era o mercado antes da Lei 9.656/1998, que regulamentou os planos de saúde. Há receio de que esse produto, ao fim, desestimule a venda de planos completos, da mesma maneira que operadoras deixaram de vender planos individuais, além do receio de misturar a regulamentação de cartões de desconto com esses possíveis planos simplificados.

Como o JOTA antecipou na semana passada, o diretor Alexandre Fioranelli citou na reunião de diretoria desta sexta-feira que a análise seria suspensa para aguardar o encerramento de um processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nesta sexta-feira, Fioranelli citou o Agravo em Recurso Especial (Aresp) nº 2183704/SP, que havia determinado, ainda em outubro de 2023, que a ANS regulamentasse o mercado de cartões de desconto.

Mas, nesse processo, em recurso ainda não julgado, a ANS havia defendido ainda naquele ano que o tema não seria de competência da agência. O JOTA apurou que a ANS não pretende mudar de posição no processo enquanto o recurso não for julgado. O recurso aguarda julgamento desde o fim de agosto do ano passado, ainda sem previsão.

Os técnicos temem a falta de estudos e avaliações sobre o assunto e avaliam que, se liberada a venda de planos somente de consultas e exames, seria uma forma de retrocesso ao que era o mercado antes da Lei 9.656/1998, que regulamentou os planos de saúde. Há receio de que esse produto, ao fim, desestimule a venda de planos completos, da mesma maneira que operadoras deixaram de vender planos individuais, além do receio de misturar a regulamentação de cartões de desconto com esses possíveis planos simplificados.

Como o JOTA antecipou na semana passada, o diretor Alexandre Fioranelli citou na reunião de diretoria desta sexta-feira que a análise seria suspensa para aguardar o encerramento de um processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nesta sexta-feira, Fioranelli citou o Agravo em Recurso Especial (Aresp) nº 2183704/SP, que havia determinado, ainda em outubro de 2023, que a ANS regulamentasse o mercado de cartões de desconto.

Mas, nesse processo, em recurso ainda não julgado, a ANS havia defendido ainda naquele ano que o tema não seria de competência da agência. O JOTA apurou que a ANS não pretende mudar de posição no processo enquanto o recurso não for julgado. O recurso aguarda julgamento desde o fim de agosto do ano passado, ainda sem previsão.

Como parte dessa suspensão, a diretoria também decidiu, na última sexta-feira, pela criação de uma câmara técnica para deliberar sobre o assunto, antes de levá-lo novamente à deliberação da diretoria. O colegiado vai admitir como integrantes: dois representantes (um titular e um suplente) indicados por cada membro da Câmara de Saúde Suplementar (CAMSS); dois representantes por cada diretoria da ANS e dois representantes da Assetans. A CAMSS tem assentos para ministérios, conselhos profissionais, além de entidades empresariais e sindicais, o que deve fazer com que a nova câmara técnica tenha mais de 30 integrantes titulares.

“A câmara técnica irá analisar, de forma cuidadosa, todos os aspectos técnicos, jurídicos, econômicos e regulatórios relacionados à proposta. O grupo vai promover um debate institucional que ajude a embasar, de maneira consistente, a decisão final da Diretoria Colegiada da ANS. As conclusões só serão efetivadas após o encerramento definitivo do processo judicial em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que adotou o entendimento segundo o qual a regulamentação e fiscalização dos cartões de desconto em serviços de saúde caberiam à ANS.
Tal entendimento, embora não esteja diretamente relacionado à proposta de sandbox em andamento, reforça a legalidade da medida, na medida em que conforma a competência da ANS para regular produtos e serviços diversos dos planos de saúde tradicionais, de forma que a definição do STJ a respeito da questão é importante para assegurar segurança jurídica”, afirmou em nota a ANS.

O IDEC informou em nota que seguirá atento a “tentativas de retrocessos”. “O IDEC avalia que o recuo em continuar as discussões sobre o sandbox é fruto da pressão de entidades de consumidores, como o próprio instituto, especialistas, pesquisadores, profissionais do SUS, o Ministério Público Federal e do próprio corpo técnico da agência, que não foi escutado no processo regulatório. O teste do produto sugerido pela ANS não representa uma inovação e tem o grande potencial de atentar contra a vida, saúde e segurança dos consumidores brasileiros, como também é extremamente prejudicial ao sistema público de saúde”, afirmou a entidade.

FAÇA UM COMENTÁRIO

Esta é uma área exclusiva para membros da comunidade

Faça login para interagir ou crie agora sua conta e faça parte.

FAÇA PARTE AGORA FAZER LOGIN

Valorizamos sua privacidade

O CQCS utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdos e analisar o nosso tráfego. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias, de acordo com a nossa Política de Privacidade.

Personalizar preferências de consentimento

NecessárioSempre ativo

Estes cookies são essenciais para o funcionamento adequado do site, garantindo recursos básicos de segurança e acessibilidade. Eles não armazenam nenhuma informação pessoal identificável.

Funcional

Permitem que o site lembre das suas escolhas e forneça funcionalidades aprimoradas e personalizadas, como compartilhamento em redes sociais e integração de recursos de terceiros.

Sem cookies para exibir.

Analítico

Ajudam a entender como os visitantes interagem com o site, coletando e relatando informações de forma anônima. Fornecem dados sobre número de visitantes, tempo na página e fontes de tráfego.

Desempenho

Utilizados para compreender e analisar os principais índices de desempenho do site, ajudando a proporcionar uma experiência de navegação otimizada para os usuários.

Sem cookies para exibir.

Anúncio

Usados para fornecer anúncios mais relevantes aos visitantes com base em suas navegações anteriores, além de ajudar a medir a eficácia das campanhas publicitárias.

Sem cookies para exibir.