Os esforços dos EUA para abrir canais de navegação no Estreito de Ormuz permitirão um aumento gradual do tráfego de navios, embora a segurança continue instável, afirmou Evan Greenberg, diretor executivo da Chubb Ltd.
“A situação muda de um dia para o outro, de uma hora para a outra”, disse Greenberg, cuja empresa é uma das principais seguradoras do transporte marítimo comercial, no programa “Sunday Morning Futures”, da Fox News.
“As minas são a maior incerteza” no estreito, afirmou Greenberg, enquanto negociadores dos EUA e do Irã mantinham conversações na Suíça sobre um cessar-fogo permanente e para garantir a livre passagem pela via navegável.
“Estamos falando mais de um ambiente de zona de guerra”, disse ele. “Apenas um canal estreito está realmente sendo usado para o tráfego, o que limita o número de navios que podem de fato entrar e sair. A Marinha vem trabalhando para abrir um conjunto mais amplo de canais e, à medida que isso acontecer, o tráfego marítimo aumentará.”
Passagem de 55 navios
O petróleo continuou fluindo mesmo com o Irã buscando exercer controle, incluindo seu anúncio no sábado de que havia fechado o estreito mais uma vez. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou que o tráfego de navios comerciais aumentou no estreito no sábado, com 55 navios mercantes transportando carga e mais de 17 milhões de barris de petróleo.
A Lloyd’s of London Ltd. e a Chubb anunciaram na sexta-feira um consórcio conjunto de US$ 400 milhões para riscos de guerra marítima, oferecendo às empresas seguro para a passagem pelo Estreito de Ormuz.
A Corporação de Financiamento Internacional para o Desenvolvimento dos EUA anunciou em março um programa de resseguro de US$ 20 bilhões, ao qual a Chubb e outras empresas aderiram em abril para fornecer US$ 20 bilhões adicionais em fundos.
As Forças Armadas dos EUA afirmam ter defendido navios comerciais no Estreito de Ormuz contra ameaças recorrentes, de acordo com um documento enviado ao setor. Os EUA começaram a orientar as embarcações a atravessarem o estreito com seus sinais desligados, utilizando uma rota que contorna a costa de Omã, ajudando a impulsionar os fluxos de petróleo e carga.

