O crescimento da base segurada no Brasil pode passar menos pela disputa entre canais e mais pela capacidade de conectá-los. Essa foi uma das principais abordagens no diálogo entre Gustavo Doria Filho e Marcio Magnaboschi, CEO da Olik, no Bate Bola, exibido no canal da TV CQCS, no YouTube.
Ao analisar as transformações da distribuição, Magnaboschi defendeu que tecnologia, plataformas digitais, corretores e Embedded Insurance podem atuar de forma complementar. O processo altera essa equação ao automatizar etapas e reduzir custos. “O corretor pode usar essas iniciativas até para melhorar a eficiência das vendas deles e para produtos de baixo valor agregado, onde o custo de aquisição é muito alto, que, hoje, ele não se interesse em vender ou não seja viável, com tecnologia, pode ficar viável”, diz.
O executivo considera que o conceito de Embedded Insurance está passando por um processo de amadurecimento. Se inicialmente o seguro embutido esteve muito associado à inclusão de uma proteção no checkout de uma operação, especialmente no comércio eletrônico, a tendência agora é ampliar essa lógica. “A nossa visão é que o Embedded Insurance é um mercado que funciona e é relevante, mas talvez um pouco diferente de quando foi idealizado. Hoje entendemos que é preciso achar o cliente na hora certa, com o produto certo e com o modelo certo de venda, de forma mais eficiente”, destaca.
Essa evolução abre espaço também para os corretores tradicionais. O executivo chama atenção para clientes empresariais que já mantêm relacionamento com corretoras para seguros patrimoniais, automóveis, residenciais ou saúde, mas que possuem redes comerciais e bases de consumidores ainda não exploradas sob a ótica da distribuição de seguros.
Confira o episódio completo:

