O primeiro dia do CQCS Inovação 2025, em 11 de novembro, trouxe uma discussão de destaque na sala 5 sobre o tema “Marketing e Tecnologia ampliando a penetração de seguros no Brasil.” Participaram do debate Alexandre Nogueira (diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros), Gustavo Oliveira (superintendente de Marketing da BB Seguridade) e Rodrigo Cicutti (head de Marketing da CNP Seguradora).
Durante o painel, os executivos destacaram que a transformação digital tem sido fundamental para tornar o seguro mais acessível e próximo das pessoas. A CNP Seguradora apresentou iniciativas que unem tecnologia, inclusão e conveniência, como o lançamento de produtos contratáveis via WhatsApp e o uso de inteligência artificial para personalizar o atendimento e apoiar os corretores. A empresa também reforçou seu compromisso com a proteção financeira e a inclusão de grupos com menos acesso a serviços, além de apontar que o mercado brasileiro ainda tem grande potencial de crescimento, representando apenas 3% do PIB.
Rodrigo Cicutti chamou atenção para a importância de comunicar o valor do seguro de forma positiva, transformando tragédias em consciência e ação. “A forma que a gente encontrou foi abordar o tema pela perspectiva de quem agiu, de quem tomou uma decisão e tem orgulho dela. O seguro não evita o problema, mas evita que as consequências destruam tudo”, afirmou.
O executivo reforçou que o desafio é cultural, já que muitos brasileiros ainda acreditam que “nunca vai acontecer com eles”. “As pessoas empurram para frente a decisão de se proteger. Nosso papel é mostrar o valor de quem escolheu agir antes da tragédia, de forma leve e inspiradora”, acrescentou.
Na sequência, Alexandre Nogueira abordou os desafios de fazer Comunicação e Marketing com uma linguagem mais próxima do público para abordar a importância da proteção. “O seguro é um serviço que, apesar da baixa penetração, tem ganhado cada vez mais interesse da população. Neste sentido, nosso desafio é abordar o tema com sensibilidade, apresentando o valor de estar protegido antes que algo aconteça”, disse.
Nogueira acrescentou que a companhia busca conectar emoção e propósito nas campanhas, mostrando o seguro como um gesto de liberdade e cuidado. “Trabalhamos para criar uma conexão emocional com situações adversas — não explorando a tragédia em si, mas mostrando como o seguro foi um alívio diante do inesperado”, enfatizou.
Gustavo Oliveira trouxe uma visão centrada na responsabilidade da comunicação e na importância de curadoria de conteúdo no ambiente digital. “Nós tivemos muito cuidado na comunicação para não soar oportunista. Criamos uma curadoria de conteúdo para garantir que tudo fosse tratado com respeito, principalmente nas redes sociais”, afirmou.
O executivo reforçou ainda o papel da imprensa e da governança na construção de uma cultura de proteção no país. “A imprensa exerce um papel essencial nesse processo de educar e proteger. O mercado segurador precisa saber utilizar esses canais para transformar riscos em oportunidades de proteção”, pontuou.
A discussão evidenciou que o avanço da tecnologia aliado a uma comunicação empática e educativa tem potencial para ampliar significativamente o alcance do seguro no Brasil, fortalecendo a confiança do consumidor e consolidando um setor cada vez mais preparado, humano e digital.

