A ampliação da distribuição de seguros e a transformação dos modelos de negócios diante dos avanços tecnológicos estiveram entre os temas do debate “Crescendo e Ampliando Possibilidades no Seguro”, realizado durante o CQCS Inovação 2026, nos dias 4 e 5 de novembro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP). Lucas Neves, CEO da WIZ CO, e Murilo Riedel, CEO do GrupoGC, apresentaram perspectivas sobre os desafios e as oportunidades para ampliar a presença dos seguros no país.
Neves destacou o potencial de crescimento do setor e o papel da tecnologia na expansão da oferta de produtos. Segundo o executivo, o Sistema Financeiro Nacional concentra R$ 7 trilhões em crédito, enquanto 30 milhões de pessoas ainda não adquiriram produtos de seguros. “A tecnologia tem capacidade de transformar a oferta de seguros, principalmente em canais de muita participação. Mas não é uma corrida de 100 metros, é uma jornada longa, que precisa ser construída ao longo do tempo”, afirmou. O CEO também apresentou o modelo de atuação da WIZ CO, baseado na distribuição de seguros, crédito e consórcios, com foco no desenvolvimento dos canais parceiros. “A gente tenta fazer esses canais venderem mais, tendo a WIZ como sócia deles. Esse é o nosso combustível”, explicou.
Murilo Riedel, por sua vez, questionou se o atual mercado de distribuição está preparado para as transformações tecnológicas e para as novas demandas do setor. O executivo apontou desafios como a pressão por escala, a concorrência com grandes empresas, a necessidade de investimentos em tecnologia e a dependência dos fundadores na prospecção de novos clientes. “O grande mercado de corretores do Brasil está efetivamente preparado para o futuro? Essa é uma pergunta central no nosso negócio de distribuição”, destacou. Para Riedel, a transformação exige mais do que a adoção de novas ferramentas: passa pela revisão das estruturas e dos modelos de atuação. “A tecnologia muda processos, a arquitetura de negócios muda mercados. As grandes revoluções vêm do redesenho das arquiteturas de negócio”, concluiu.
As discussões evidenciaram que a expansão do mercado de seguros depende tanto do uso estratégico da tecnologia quanto da capacidade das empresas de desenvolver novos canais de distribuição e adaptar suas estruturas às mudanças do setor. A construção de modelos de negócios mais eficientes e a aproximação com os parceiros aparecem como caminhos para ampliar o acesso aos produtos e explorar novas oportunidades de crescimento.

