O mercado de seguros devolveu para a sociedade, no primeiro semestre deste ano, mais de R$ 126 bilhões sob a forma de indenizações, resgates, benefícios e sorteios. Esse valor representa uma queda de 3,9% (em preços correntes) e de 7,9% (em termos reais, já descontada a inflação acumulada) sobre o montante registrado nos seis primeiros meses de 2025.
De acordo com dados oficiais da Susep, a média diária de valores injetados pelo setor na economia brasileira até junho girou em torno de R$ 700 milhões.
Aproximadamente 60% desses recursos (R$ 73,5 bilhões) foram referentes a resgates no VGBL, PGBL e planos tradicionais de previdência aberta.
Outra soma importante (R$ 38,7 bilhões) foi relativa aos pagamentos de indenizações de seguros.
Foram registrados ainda R$ 13,9 bilhões em resgates e sorteios na capitalização.
RECEITA
A Susep informou ainda que a arrecadação do setor ficou pouco acima de R$ 207,1 bilhões no semestre, com ligeiro crescimento nominal (0,5%) em relação ao mesmo período do ano passado.
Já em termos reais, houve retração de 3,67% da receita.
Os segmentos de seguros de danos e seguros de pessoas (excluindo o VGBL) arrecadaram, juntos, R$ 113,8 bilhões, o que corresponde a um crescimento nominal de 6,5% e real de 2,07 na comparação com os seis primeiros meses de 2025.
Entre os produtos de acumulação (VGBL, PGBL e previdência tradicional), as contribuições somaram R$ 77,7 bilhões de janeiro a junho, com queda nominal de 5,5% e real de 9,5%.
No caso dos títulos de capitalização, a arrecadação somou R$ 15,6 bilhões no 1º semestre, com queda nominal de 7,8% e real de 11,6%.

