No programa Bate Bola, com Gustavo Doria Filho, Marcos Watanabe, co-founder da SUTHUB, analisou o avanço da inteligência artificial no mercado de seguros e destacou que a tecnologia, quando bem aplicada, tende a atuar como uma aliada dos profissionais do setor.
Segundo o executivo, o debate sobre inteligência artificial ainda gera muitas dúvidas entre especialistas, empresas e corretores. Há quem veja a tecnologia como uma ameaça direta ao trabalho humano, enquanto outros enxergam nela uma oportunidade de aumentar eficiência, precisão e capacidade de análise. O ponto central está na forma como a IA será utilizada. “Se ela for bem utilizada, ela vai ajudar o homem”, afirmou Marcos Watanabe durante a conversa.
Watanabe também chamou atenção para uma reflexão importante: antes de tratar a inteligência artificial como algo autônomo ou independente, é preciso lembrar que ela depende de conhecimento, ensino e treinamento. “Uma coisa muito importante para o pessoal perceber é: tira o ‘A’ e deixa o ‘I’, inteligência. A inteligência é criada a partir de conhecimento e ensino, como acontece com o ser humano”, explicou.
Na avaliação do co-founder da SHUTHUB, a inteligência artificial não aprende sozinha. Ela precisa ser alimentada por dados, experiências, informações técnicas e, principalmente, pela visão de especialistas que conhecem as particularidades de cada segmento do mercado de seguros.
Os profissionais da área continuam ocupando uma posição estratégica nesse novo cenário. Para ele, o conhecimento acumulado por especialistas em seguros será essencial para orientar a tecnologia, interpretar resultados e transformar dados em soluções úteis. “A IA não aprende sozinha. Ela precisa dos especialistas em cada uma das áreas de seguros para entender as particularidades. Depois, é necessário um humano para juntar as peças desse Lego”, afirmou.
No mercado de seguros, onde cada produto, risco, cobertura e perfil de cliente possui características próprias, essa integração entre a tecnologia e o conhecimento humano se torna ainda mais relevante. A IA pode auxiliar na análise de dados, na automação de processos e no ganho de produtividade, mas seu desempenho depende diretamente da qualidade do conhecimento aplicado em seu treinamento.

