O impacto da IA no mercado de seguros foi destaque na discussão sobre inovação e transformação digital durante o CQCS Inovação 2025. Encerrando as atividades da sala 1 nesta terça-feira, 11 de novembro, Rivaldo Leite, CEO da Porto Seguro, Marcus Vinícius de Oliveira, CEO da Wiz Co, e Domingos Monteiro, CEO da Neurotech, abordaram como a tecnologia vem sendo aplicada para otimizar processos, aumentar eficiência e melhorar a experiência do cliente.
De acordo com o CEO da Porto Seguro, a inteligência artificial ainda gera muitas dúvidas no mercado, especialmente sobre seus impactos práticos e a melhor forma de incorporá-la nas operações das empresas. “Apesar de ser um tema que já vem sendo comentado há algum tempo e de ter sido criado e desenvolvido há algum tempo, muitas pessoas ainda têm dúvidas. Várias não sabem exatamente os efeitos da IA ou como implantá-la em suas empresas”, disse Leite.
Na verdade, segundo Domingos, a inteligência artificial é resultado de quase 100 anos de pesquisas, iniciadas na década de 1930, passando pelo desenvolvimento da IA conexionista, que aprende com dados, e da IA simbólica, baseada em regras. “Hoje parece coisa de ficção científica, mas levou muitas décadas, quase um século de pesquisa, para que a IA conexionista, redes neurais, redes neurais profundas e outras variações evoluíssem. Esse é o motivo de termos hoje um cenário em que conseguimos aplicar essas tecnologias”, contou.
Para a Wiz, a aplicação de inteligência artificial é focada em soluções práticas e resultados concretos. A empresa prioriza iniciativas menores, mas bem estruturadas, que operem sobre bases de dados confiáveis e permitam transparência, facilidade de uso e democratização do acesso ao seguro, alinhadas às novas diretrizes do Marco Legal de Seguros.
“A IA não resolve tudo. Na verdade, hoje existem inúmeras soluções, contudo, é preciso de uma base de dados consistente, de um legado que não esteja corrompido, de uma série de informações que, se não estiverem adequadas, farão com que a inteligência artificial opere em cima de uma base ruim, e, obviamente, o resultado será ruim”, enfatizou Oliveira.
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