O encerramento do XII Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada da FenaPrevi, que aconteceu nesta quarta-feira (16) em São Paulo, contou com uma homenagem a iniciativas voltadas à disseminação da proteção securitária e previdenciária e com o lançamento do Prêmio FenaPrevi. A iniciativa pretende reconhecer projetos que já estejam em andamento e contribuam de forma concreta para ampliar a educação sobre seguros e previdência no Brasil.
O prêmio foi apresentado por Carlos Eduardo Gondim, diretor estatutário da FenaPrevi e diretor executivo de Soluções de Acúmulo da Porto, e entregue pelo presidente da FenaPrevi, Edson Franco. Na primeira edição, não haverá divisão por categorias. Serão avaliadas iniciativas de diferentes naturezas, incluindo ações de comunicação, engajamento e projetos acadêmicos, entre outras.
Segundo Gondim, a proposta é priorizar iniciativas que já tenham aplicação prática e resultados, em vez de projetos ainda em fase de planejamento.
“Nosso objetivo é reconhecer essas iniciativas que estejam em curso, muito mais do que projetos, muito mais do que papel ou PowerPoint. Queremos reconhecer iniciativas que estejam contribuindo concretamente para ampliar a educação securitária e previdenciária no Brasil”, afirmou.
A FenaPrevi deverá divulgar, nas próximas semanas, os critérios, formulários e demais informações para inscrição nos sites e redes sociais da entidade. As iniciativas inscritas serão analisadas por um comitê independente.
Na primeira edição, serão escolhidas três iniciativas, sem categorias específicas. A previsão é que a cerimônia de premiação seja realizada no início de 2027.
Gondim explicou que, além de reconhecer os trabalhos já realizados, o prêmio busca ampliar o alcance de iniciativas que apresentem resultados e possam servir de referência para outras ações.
“Vamos selecionar e premiar as três melhores iniciativas em curso que já estejam trazendo resultados e impacto. Queremos reconhecer e dar amplitude a essas iniciativas para que possam se expandir ainda mais, atuar cada vez mais e servir de exemplo para novas iniciativas, além do reconhecimento do prêmio em si”, disse.
A proposta está alinhada a um dos principais temas discutidos durante o fórum: a necessidade de ampliar o conhecimento da população sobre seguros, previdência e planejamento financeiro de longo prazo.
Entre as iniciativas homenageadas esteve o Instituto Minha Vida Protegida, representado por seu fundador, Rogério Araújo. Criado inicialmente como movimento em 2023 e transformado em instituto neste ano, o projeto reúne embaixadores e multiplicadores voltados à disseminação de informações sobre proteção.
Araújo destacou a responsabilidade das iniciativas de educação em levar conhecimento à sociedade e defendeu maior participação dos corretores de seguros nesse processo.
“Temos a responsabilidade de disseminar esse conhecimento e essa informação para transformar a sociedade. O corretor de seguros de hoje é muito mais capacitado, educado e ciente da responsabilidade que temos diante dos desafios da longevidade e da proteção. Nós queremos assumir esse protagonismo”, afirmou.
O fundador do instituto também fez um apelo às entidades do setor e às seguradoras para que ampliem a confiança no papel do corretor como agente de orientação e disseminação de conhecimento sobre proteção.
A importância de desenvolver ações de educação com participação de diferentes instituições também foi ressaltada por Osvaldo Nascimento, presidente do Conselho Superior da ANSP (Academia Nacional de Seguros e Previdência).
Ao receber a homenagem em nome da academia, Nascimento lembrou que iniciativas de educação securitária e previdenciária historicamente enfrentaram desafios relacionados à percepção de interesse das instituições responsáveis pela disseminação das informações.
Segundo ele, a ANSP passou a atuar em parceria com federações, universidades e escolas para desenvolver programas que tenham como princípio a neutralidade da informação.
“Esse aspecto nos chamou a atenção, razão pela qual nós passamos, através da academia, a desenvolver, em parceria com as federações, universidades e escolas de ensino básico, a formação e o ensino na área de educação financeira e previdenciária, de tal forma que houvesse uma neutralidade”, explicou.
Nascimento afirmou que a proposta é contribuir para a formação de cidadãos desde o ensino fundamental, levando informações sobre previdência e seguros de maneira que o receptor reconheça a independência da mensagem.
“O papel da academia é dar neutralidade para que o aluno ou o receptor da informação saiba que aquela mensagem é neutra e procura melhorar o papel do cidadão e o papel da sociedade perante esse cidadão. O ensino é a nossa visão”, concluiu.

