Notícias | 16 de setembro de 2026 | Fonte: Fenaprevi

Seis em cada 10 brasileiros querem se aposentar até os 60 anos, mas menos da metade acredita que conseguirá

Foto: Freepik

O sonho da aposentadoria esbarra no difícil cenário das contas públicas do Brasil. A quarta edição da pesquisa “Percepção dos Brasileiros sobre Proteção e Planejamento”, encomendada pela Fenaprevi ao Datafolha, revela que 59% dos brasileiros que ainda estão no mercado de trabalho gostariam de se aposentar até os 60 anos. No entanto, apenas 28% acreditam que realmente conseguirão parar de trabalhar nessa faixa etária.

O estudo quantitativo — que ouviu 1.908 pessoas em todo o território nacional — evidencia que 32% dos trabalhadores estimam que só conseguirão se aposentar a partir dos 61 anos, enquanto 11% acreditam que nunca conseguirão parar e outros 12% não têm a intenção de se aposentar.

Outra realidade demonstrada pelo estudo e que traz um alerta é a dependência da Previdência Social registrada. De acordo com 92% dos respondentes já aposentados, o INSS é sua principal fonte de sustento. Já entre os que ainda estão na ativa e que contam com o benefício público para se sustentar, 65% declaram não saber o quanto receberão, evidenciando a fragilidade de planejamento. Apenas 35% disseram saber o quanto irão receber no futuro e 53% deles apontam que, no máximo, deverão ganhar um salário-mínimo.

Ainda entre os que pretendem contar com o INSS no longo prazo, 56% acreditam que terão de cortar gastos para se manter; 25% esperam manter o modo de vida atual, e 16% acham que não terão como se sustentar ou passarão por dificuldades.

‘Paradoxo do Medo’

Mesmo temendo o que virá pela frente, a pesquisa mostra que o brasileiro não tem agido preventivamente, mesmo diante de um horizonte desafiador. De acordo com os entrevistados, existe preocupação com a vulnerabilidade financeira da família, porém não indicaram o preparo efetivo para lidar com os riscos apontados.

A falta de acesso a atendimento médico em caso de doença é a situação relatada como mais temida (72% dos entrevistados). Contudo, apenas 28% disseram ter adotado alguma medida preventiva para evitá-la. A morte de um familiar também preocupa (70% dos participantes), mas somente 22% se preparam efetivamente para esse momento. Outro infortúnio mencionado que tira o sono de 63% dos brasileiros consultados é o de contrair uma doença grave. Entretanto, somente 34% sinalizaram tomar alguma atitude efetiva para se proteger.

Sociedade quer mais proteção

De forma espontânea, apenas 13% da amostra entrevistada apontou lembrar dos seguros e da previdência privada como meios de proteção contra imprevistos. A principal forma indicada para se proteger contra as adversidades é poupar ou investir, segundo 42% dos respondentes.

Entretanto, embora isso indique que a cultura securitária enfrente barreiras práticas, 64% dos brasileiros afirmaram ter a intenção de contratar ou renovar ao menos um seguro ou plano de previdência privada no próximo ano. Todas as coberturas pesquisadas apresentaram resultados elevados (seguro Funeral: 47%; Vida: 43%; Invalidez: 37%; Doenças Graves: 36% e a previdência privada: 33%).

Quando estimulados sobre coberturas modernas que possam ser usadas ainda em vida, 80% dos brasileiros declararam que contratariam um produto multifuncional que combine aposentadoria, indenização para doenças graves, internações e despesas de planos de saúde.

O segurês e o mito do seguro caro

A pesquisa também revela que 41% dos respondentes possuem algum seguro ou plano de previdência privada. O seguro funeral segue como o produto de maior penetração, com 30% de posse; seguido pelo seguro de vida, com 18%; já os seguros por invalidez, contra doenças graves e prestamista cobrem, respectivamente, 10%, 7% e 6% dos entrevistados, enquanto só 9% deles disseram ter algum plano de previdência privada.

O estudo revelou também que o ‘desconhecimento’ sobre o setor pode justificar parte do gap securitário do país. Atualmente, apenas 12% dos brasileiros sabem o significado correto do termo ‘prêmio’ no mercado de seguros (que se refere ao preço mensal pago pelo segurado à empresa seguradora). Os outros 88% confundiram o jargão técnico com outros significados.

Essa barreira conceitual também gera percepções distorcidas de preços. Entre os 82% que não possuem seguro de vida no Brasil, 13% alegam que o produto é caro, mesmo que apenas 27% deles tenha, de fato, pesquisado ou possuem conhecimento real de custos com o seguro. Quase a metade delas (45%) não sabe o valor do produto, baseando-se apenas em uma percepção pessoal de que essa proteção não caberia no orçamento mensal.

Fenaprevi/DataFolha

A pesquisa quantitativa foi realizada em pontos de fluxo populacional no mês de julho de 2026. A amostra total contou com 1.908 entrevistas representativas da população adulta brasileira (com 18 anos ou mais). O nível de confiança estatística do estudo é de 95%, com margem de erro máxima de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

FAÇA UM COMENTÁRIO

Esta é uma área exclusiva para membros da comunidade

Faça login para interagir ou crie agora sua conta e faça parte.

FAÇA PARTE AGORA FAZER LOGIN

Valorizamos sua privacidade

O CQCS utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdos e analisar o nosso tráfego. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias, de acordo com a nossa Política de Privacidade.

Personalizar preferências de consentimento

NecessárioSempre ativo

Estes cookies são essenciais para o funcionamento adequado do site, garantindo recursos básicos de segurança e acessibilidade. Eles não armazenam nenhuma informação pessoal identificável.

Funcional

Permitem que o site lembre das suas escolhas e forneça funcionalidades aprimoradas e personalizadas, como compartilhamento em redes sociais e integração de recursos de terceiros.

Sem cookies para exibir.

Analítico

Ajudam a entender como os visitantes interagem com o site, coletando e relatando informações de forma anônima. Fornecem dados sobre número de visitantes, tempo na página e fontes de tráfego.

Desempenho

Utilizados para compreender e analisar os principais índices de desempenho do site, ajudando a proporcionar uma experiência de navegação otimizada para os usuários.

Sem cookies para exibir.

Anúncio

Usados para fornecer anúncios mais relevantes aos visitantes com base em suas navegações anteriores, além de ajudar a medir a eficácia das campanhas publicitárias.

Sem cookies para exibir.