A XP Seguridade promoveu, durante a Expert XP, uma discussão sobre a importância dos seguros no planejamento financeiro dos brasileiros. O painel “Proteção e Prosperidade: Como os seguros estão redefinindo o planejamento financeiro no Brasil” foi realizado em 24 de julho e reuniu representantes de algumas das principais seguradoras do país. O debate foi moderado por André Lauzana, CEO da XP Seguridade, e contou com a participação de Breno Gomes, CEO da MetLife; Luciano Soares, presidente da Icatu Seguros; e Patrícia Freitas, presidente da Prudential do Brasil.
André Lauzana, CEO da XP Seguridade, reforçou a importância do planejamento financeiro para a sociedade. “Ressalto que são pilares complementares. Enquanto o planejamento financeiro auxilia na construção do patrimônio, a proteção é essencial para assegurar que possamos usufruí-lo com tranquilidade. Nosso objetivo é reforçar, junto a todos vocês, que o planejamento financeiro e a proteção devem caminhar lado a lado como partes integrantes de um único propósito”.
Durante o encontro, os executivos discutiram os desafios, as oportunidades e as transformações do mercado de seguros. O debate também destacou a necessidade de integrar a proteção financeira às estratégias de investimento, sucessão patrimonial e planejamento de longo prazo.
O presidente da Icatu Seguros, Luciano Soares, afirmou que, apesar do crescimento gradual do mercado de seguros, a penetração do seguro de vida no Brasil ainda é considerada baixa quando comparada à de países mais desenvolvidos. Para o executivo, esse cenário revela uma oportunidade significativa para ampliar a cultura de proteção financeira entre os brasileiros. “A presença do seguro de vida no Brasil ainda permaneceu distante dos níveis observados em mercados mais desenvolvidos. Aproximadamente 18% da população brasileira possuía esse tipo de proteção e cerca de um terço desse total, estava relacionado ao seguro prestamista, modalidade destinada ao pagamento de dívidas em determinadas situações”.
Patrícia Freitas, presidente da Prudential do Brasil, defendeu que o seguro de vida deve ser tratado como parte do planejamento financeiro, e não apenas como um produto isolado. Segundo a executiva, a conversa sobre proteção permite que o assessor conheça aspectos mais profundos da realidade do cliente, como sua condição de vida, seu histórico familiar e as necessidades de seus beneficiários. “O seguro não deveria ser vendido apenas como um produto. Ele deveria ser apresentado como um instrumento de um bom planejamento financeiro, capaz de proteger o cliente e sua família”.
Segundo Breno Gomes, CEO da MetLife, o investimento foi traçado para atuar em diversos momentos da vida. “Quando a gente investe na saúde, entramos na prevenção, para que a gente não precise remediar depois. Quando planejamos uma viagem, o foco é a experiência e a união da família. Quando compramos ou construímos, entramos pelo lado simbólico de ter um lar. Cada decisão financeira nossa carrega um propósito real por trás.”
O painel reforçou que o crescimento do mercado depende da ampliação do acesso à informação, da oferta de soluções adequadas aos diferentes perfis e da atuação dos assessores na identificação das necessidades de proteção. A discussão mostrou que os seguros deixaram de ocupar uma posição secundária e passaram a ganhar relevância na construção de estratégias financeiras mais completas para indivíduos e famílias.

