Segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 16 milhões de pessoas vivem em favelas e comunidades urbanas no Brasil. Já a pesquisa Sonhos da Favela 2026, realizada pelo Data Favela em diferentes regiões do país, aponta que 60% dos entrevistados não possuem renda fixa.
Nesse contexto, a Favela Seguros destaca, no Dia da Favela, celebrado em 4 de novembro, seu trabalho de capacitação profissional de moradores e de ampliação do acesso à proteção financeira.
Criada pela Favela Holding e pela MAG Seguros, com apoio social da Central Única das Favelas (CUFA), a iniciativa desenvolve soluções de proteção familiar conectadas à realidade das favelas e periferias brasileiras. O modelo reúne proteção, capacitação profissional, geração de renda e desenvolvimento econômico local.
Além de oferecer seguros voltados para a população dos territórios periféricos, um dos pilares da operação da Favela Seguros é a capacitação dos próprios moradores para atuação como corretores de microsseguros. Eles recebem formação completa e totalmente custeada pela seguradora, com o objetivo de obter a certificação necessária para atuar na comercialização dos produtos, conforme as exigências regulatórias aplicáveis. A iniciativa cria oportunidades profissionais e contribui para a circulação de renda dentro dos territórios.
“Durante muito tempo, a proteção financeira esteve distante da realidade de muitas famílias brasileiras, especialmente dos moradores de favelas e periferias. A Favela Seguros nasceu para ajudar a mudar esse cenário, porque acreditamos que o lugar onde uma pessoa vive ou sua condição financeira não devem determinar seu acesso à proteção”, afirma Gê Coelho, líder de Relações Institucionais da Favela Seguros.
Em cerca de um ano e meio de atuação, inicialmente concentrada no Rio de Janeiro e em São Paulo, a iniciativa alcançou mais de R$ 100 milhões em capital segurado e capacitou mais de 50 moradores de favelas e periferias para atuar como representantes. Agora, a Favela Seguros iniciou sua fase de expansão nacional, com operação em seis novos estados de diferentes regiões do país (Amazonas, Bahia, Ceará, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Sul).
“Queremos que a proteção financeira chegue às favelas, mas também que as oportunidades geradas por esse mercado permaneçam nelas. Ao capacitar moradores para atuar nos próprios territórios, contribuímos para gerar renda, valorizar talentos locais e fortalecer a economia das comunidades. A inclusão financeira também passa por criar condições para que essas pessoas sejam protagonistas do desenvolvimento dos lugares onde vivem”, reforça Gê Coelho.

