O mercado de saúde vive uma transformação acelerada, impulsionada por mudanças de comportamento, avanços tecnológicos e uma nova percepção das pessoas sobre o próprio bem-estar. Em entrevista ao programa Bate Bola, apresentado por Gustavo Doria Filho, fundador do CQCS, o CEO da NAMU, Deuk Soo Yeo, Yeo afirmou que a pandemia modificou a forma como as pessoas enxergam a saúde ao evidenciar a fragilidade humana e ampliar a preocupação com o cuidado físico e mental
Segundo o executivo, o avanço do GLP-1 e sua utilização relacionada ao emagrecimento provocaram uma nova mudança no comportamento do consumidor e obrigaram diferentes segmentos da indústria a se adaptar. A principal transformação do setor está na necessidade de superar uma visão excessivamente fragmentada da saúde. “O Ocidente fragmenta e especializa e, por isso, temos tantos especialistas”, destaca.
Yeo cita o próprio controle do peso como exemplo. Alimentação, atividade física e aspectos emocionais e comportamentais podem atuar simultaneamente sobre o resultado de uma pessoa. Na prática, isso exigiria uma atuação multidisciplinar, com diferentes especialistas compartilhando informações continuamente para estabelecer estratégias integradas de cuidado. “Isso seria inviável”, enfatiza.
Plataformas de saúde apoiadas por dados e tecnologia podem ganhar espaço. “A NAMU nasceu como uma grande plataforma já com um projeto muito ousado para gente tentar abarcar todos esses serviços multidisciplinares e interesses que as pessoas têm e trazer realmente uma inteligência e uma integralidade no mesmo lugar. Assim, a gente consegue ter sinergia de dados e de custos para dar acessibilidade para base da população”, ressalta.
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