A experiência dos corretores de seguros de pessoas com as seguradoras está no centro de uma nova pesquisa realizada pela Brick. O levantamento busca entender como esses profissionais vivenciam etapas como cotação, subscrição e sinistro e identificar quais mudanças podem contribuir para uma experiência mais simples e para uma atuação mais consultiva.
Segundo Sarah Cunha, Especialista de GTM da Brick, ouvir o corretor é fundamental para compreender a jornada completa do seguro.
“Para nós, é fundamental entender toda a trajetória do cliente, desde a compra de um seguro até a abertura de um sinistro. E ninguém conhece essa jornada tão de perto quanto o corretor. Por isso, quisemos ouvir a visão dele sobre os sistemas que usa, as dificuldades que enfrenta no dia a dia e o que poderia ajudá-lo a vender melhor.”
A pesquisa parte também de um movimento cada vez mais discutido no mercado: a busca por condições para que o corretor possa dedicar mais tempo à atuação consultiva, reduzindo o peso das tarefas operacionais. Para a Brick, essa transformação pode contribuir para ampliar a presença do seguro de pessoas, que ainda possui espaço para crescer considerando que apenas 18% da população brasileira com mais de 18 anos possui um seguro de vida, segundo dados da Fenaprevi.
“A ideia foi reunir os corretores especialistas em vida e entender o que precisa melhorar na rotina dele para que, no fim, eles consigam ser de fato mais consultivos.”
O levantamento analisa dois momentos considerados importantes na relação entre corretor e seguradora: o início da venda e a etapa de sinistro.
Na cotação e subscrição, a pesquisa busca entender aspectos como o tempo de resposta às propostas, o nível de automação da análise, a facilidade para acompanhar o processo e o impacto da velocidade da subscrição na experiência de venda.
Já nos sinistros, são avaliadas seis dimensões: rapidez na regulação e no pagamento, simplicidade da documentação, facilidade para abertura por canais digitais, visibilidade do andamento, relação comercial durante a regulação e clareza das informações em casos de negativa.
“No seguro de pessoas, esse momento tem um significado especial. É quando a proteção contratada se torna concreta para o segurado e sua família, e por isso a experiência ao longo desse processo também merece ser entendida.”
A pesquisa também compara a percepção dos corretores sobre a experiência oferecida pelas seguradoras tanto para eles quanto para os segurados. A intenção é entender como os processos e recursos disponíveis nas companhias são percebidos por quem está na ponta e quais deles contribuem para tornar a jornada mais simples.
Para Sarah, a participação dos corretores pode trazer para a discussão pontos da jornada que nem sempre aparecem nos indicadores internos das companhias.
“O corretor está no meio da jornada, entre a seguradora e o segurado, e enxerga aspectos que os relatórios internos nem sempre conseguem mostrar. A participação dele ajuda a trazer para a discussão o que de fato acontece no dia a dia de quem vende e de quem precisa acionar o seguro.”
Outro objetivo é identificar práticas que já funcionam e poderiam ser compartilhadas com outras empresas. Por isso, os participantes são convidados a apontar quais iniciativas gostariam de ver mais presentes no mercado.
“A pesquisa também ajuda a entender como os recursos e processos oferecidos pelas seguradoras são percebidos por quem está na ponta. Muitas seguradoras já oferecem soluções como subscrição automática ou abertura digital de sinistro, e queremos entender como essas ferramentas contribuem para a jornada do corretor e do segurado e onde ainda existe espaço para melhorar.”
Os resultados agregados serão compartilhados com corretores e com o mercado de seguros como forma de estimular a discussão sobre os pontos que precisam evoluir. “Por isso, convidamos todos os corretores especialistas em seguro de pessoas a participar e fazer parte dessa construção.”

