A Brick acaba de conquistar a certificação SOC 2 Type II, um importante reconhecimento internacional dos controles de segurança e proteção de dados da empresa. Para a companhia, a certificação representa mais do que um selo: é uma comprovação, feita por auditoria independente, de que os processos de segurança funcionam de forma consistente ao longo do tempo.
“Sem sombra de dúvidas, é o maior atestado de maturidade que a Brick já recebeu até agora. A SOC 2 Type II não olha uma foto de um dia. Ela acompanha meses de operação e verifica, com auditoria independente internacional, se os nossos controles funcionam todos os dias”, explica Thiago Paz, CFO da Brick.
Segundo o executivo, a conquista ganha ainda mais peso porque a empresa trabalha com dados sensíveis de seguradoras e de seus clientes. “Não é a Brick dizendo que é segura. É um terceiro dizendo. Para uma empresa que carrega dados sensíveis de seguradoras e dos clientes delas, essa diferença é tudo: saímos do campo da promessa e entramos no campo da prova.”
A certificação também pode facilitar a entrada da Brick em processos de avaliação de grandes seguradoras, que costumam envolver análises rigorosas de segurança, compliance, risco e jurídico. Para Thiago Paz, esse é um dos efeitos mais concretos da conquista, já que a SOC 2 Type II reduz etapas de due diligence e coloca a companhia em um patamar de exigência alinhado ao de grandes players globais.
A preocupação é especialmente relevante em um setor que lida diariamente com informações altamente sensíveis. Guilherme Ninov, CTO da Brick, destaca que operações de seguros podem envolver desde histórico de saúde e patologias até composição familiar e informações patrimoniais.
“Quando algo falha, o dano vai muito além do incidente técnico: há exposição de dados íntimos de milhares de pessoas, sanções regulatórias sob a LGPD e um custo reputacional que atinge exatamente o ativo que o setor leva décadas para construir, a confiança”, afirma.
Nesse cenário, a tecnologia pode contribuir não apenas para proteger informações, mas também para tornar os processos mais eficientes. Ninov chama atenção para um problema comum no mercado: o excesso de etapas manuais na circulação de dados.
Propostas preenchidas em PDF, arquivos enviados por e-mail ou WhatsApp, informações digitadas em planilhas e documentos armazenados em diferentes computadores criam pontos de exposição e aumentam a possibilidade de erros. “Esse fluxo é lento e inseguro pelo mesmo motivo: não existe um sistema responsável por aquele dado. Cada reenvio é retrabalho e é uma cópia a mais fora de controle”, explica o CTO.
Para a Brick, a integração desses processos permite que o dado seja registrado uma única vez e circule por sistemas conectados, com acessos identificados e rastreáveis. Regras de subscrição e validações também podem ser automatizadas, reduzindo erros e encurtando o ciclo de emissão.
“É isso que faz eficiência e segurança deixarem de competir entre si: quando o dado deixa de circular manualmente, a operação ganha velocidade e a exposição diminui pelo mesmo movimento”, resume Ninov.
A Brick já trabalha para ampliar esse padrão de segurança. Segundo Thiago Paz, a expectativa é conquistar também a ISO 27001, ampliando o sistema de gestão de segurança da informação da companhia.
“Segurança não tem linha de chegada, tem manutenção”, afirma o CFO. Para ele, o próximo passo é continuar próximo das seguradoras para entender as necessidades do setor e desenvolver soluções que combinem tecnologia, segurança e privacidade.

