Notícias | 10 de agosto de 2026 | Fonte: CQCS | Paulo Victor

AXA no Brasil defende seguro como peça-chave para tornar infraestrutura brasileira mais resiliente

O mercado de seguros pode assumir um papel cada vez mais estratégico na preparação do Brasil para os impactos das mudanças climáticas, indo além da indenização após a ocorrência de um sinistro. Essa foi uma das mensagens apresentadas por Erika Medici, CEO da AXA no Brasil, durante o painel “Infraestrutura resiliente, gestão de riscos climáticos e seguros em concessões públicas”, realizada na última quinta-feira (06), no Museu de Arte de São Paulo (MASP), em São Paulo.

O painel integrou o encontro “Riscos Climáticos e o Setor Segurador: Como ampliar a resiliência do Brasil?”, promovido pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) e pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), no âmbito da World Climate Summit São Paulo, parte da Climate Week, iniciativa internacional dedicada às discussões sobre clima.

O evento reuniu representantes do setor segurador, governo, mercado financeiro, setor produtivo e especialistas para discutir como transformar os riscos climáticos em medidas concretas de prevenção, proteção financeira e adaptação. A programação foi estruturada em três painéis, com debates sobre proteção financeira diante do El Niño, infraestrutura resiliente em concessões públicas e seguro rural.

Na mesa em que participou Erika Medici, também estiveram André Dabus, diretor de Infraestrutura da Marsh; Luciene Machado, superintendente de Estruturação de Projetos do BNDES; e Melina Amoni, gerente de Mudança do Clima na WayCarbon. A moderação ficou a cargo de Cláudia Prates, diretora de Sustentabilidade da CNseg.

Seguro deixa de atuar apenas depois do risco

Durante o debate, Erika Medici destacou a transformação pela qual passa o setor segurador diante da intensificação dos eventos climáticos e da necessidade de preparar a infraestrutura brasileira para um cenário de maior exposição a riscos.

Segundo a CEO da AXA no Brasil, o mercado vem acompanhando a evolução das discussões sobre infraestrutura e mudanças climáticas e ampliando sua atuação para além do modelo tradicional de indenização. “O mercado de seguros tem se transformado e evoluído junto a todas as discussões de infraestrutura e o impacto climático”, afirmou.

Para a executiva, essa mudança significa uma participação mais ativa das seguradoras na identificação dos riscos e na adoção de medidas capazes de reduzir os impactos de eventos extremos. “A gente deixou de ser um mercado de indenização, de pagamento de sinistro, para ter um papel muito fundamental e relevante na prevenção e na mitigação dos riscos”, destacou Erika Medici.

A discussão ganha importância diante da necessidade de ampliar a resiliência de projetos de infraestrutura, especialmente em concessões públicas. Empreendimentos de longo prazo estão expostos a riscos que podem comprometer operações, gerar perdas financeiras e afetar a prestação de serviços essenciais à população.

Nesse cenário, a avaliação e a gestão dos riscos climáticos podem se tornar elementos importantes desde a estruturação dos projetos, permitindo que medidas de prevenção e mecanismos de proteção sejam considerados antes mesmo da ocorrência de eventos extremos.

Seguro como indutor de investimentos

Além da proteção patrimonial, o setor segurador pode exercer uma função relevante na criação de condições para novos investimentos em infraestrutura. Ao contribuir para a identificação e mitigação de riscos, as seguradoras podem aumentar a previsibilidade e a resiliência dos projetos.

Na avaliação de Erika Medici, essa evolução amplia a importância econômica do seguro e permite que o setor participe diretamente da agenda de desenvolvimento do país. “Para que a gente possa ser cada vez mais um viabilizador de investimentos na infraestrutura do Brasil”, afirmou a CEO da AXA no Brasil.

A discussão realizada no MASP também reforçou a necessidade de aproximar diferentes setores na construção de respostas aos impactos climáticos. A proposta do encontro promovido pelo iCS e pela CNseg foi justamente conectar ciência, políticas públicas e mercado para transformar o conhecimento sobre riscos climáticos em ações concretas.

A agenda ganha relevância diante da intensificação de eventos extremos e de seus impactos econômicos e sociais. Para o setor segurador, o desafio envolve não apenas ampliar a capacidade de proteção financeira, mas também contribuir para a prevenção, adaptação e redução das perdas.

Ao colocar infraestrutura, concessões públicas e seguros no centro da discussão climática, o evento mostrou que a resiliência depende de uma atuação coordenada entre governo, empresas, instituições financeiras, especialistas e mercado segurador. Nesse processo, o seguro passa a ocupar uma posição que vai além da resposta ao dano: torna-se também uma ferramenta de planejamento, mitigação e viabilização de investimentos de longo prazo.

FAÇA UM COMENTÁRIO

Esta é uma área exclusiva para membros da comunidade

Faça login para interagir ou crie agora sua conta e faça parte.

FAÇA PARTE AGORA FAZER LOGIN

Valorizamos sua privacidade

O CQCS utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdos e analisar o nosso tráfego. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias, de acordo com a nossa Política de Privacidade.

Personalizar preferências de consentimento

NecessárioSempre ativo

Estes cookies são essenciais para o funcionamento adequado do site, garantindo recursos básicos de segurança e acessibilidade. Eles não armazenam nenhuma informação pessoal identificável.

Funcional

Permitem que o site lembre das suas escolhas e forneça funcionalidades aprimoradas e personalizadas, como compartilhamento em redes sociais e integração de recursos de terceiros.

Sem cookies para exibir.

Analítico

Ajudam a entender como os visitantes interagem com o site, coletando e relatando informações de forma anônima. Fornecem dados sobre número de visitantes, tempo na página e fontes de tráfego.

Desempenho

Utilizados para compreender e analisar os principais índices de desempenho do site, ajudando a proporcionar uma experiência de navegação otimizada para os usuários.

Sem cookies para exibir.

Anúncio

Usados para fornecer anúncios mais relevantes aos visitantes com base em suas navegações anteriores, além de ajudar a medir a eficácia das campanhas publicitárias.

Sem cookies para exibir.