A automação transformou a operação das seguradoras nos últimos anos. Aprovações mais rápidas, regulação ágil de sinistros, respostas em menos tempo. Tudo isso já é realidade, e segue sendo essencial. Para a Brick, o próximo salto não está em automatizar mais. Está em automatizar de um jeito que entregue três coisas ao mesmo tempo: visibilidade, autonomia para o time que opera e auditabilidade.
“Automatizar é fundamental. O que muda agora é como. A automação tradicional resolve bem o repetitivo, mas grande parte do trabalho em seguros não está em mover etapas, e sim em interpretar documentos, validar consistência, priorizar casos e decidir com velocidade sem perder controle”, afirma a companhia.
É nesse ponto que se concentra um problema antigo do setor. Quando o conhecimento sobre como decidir está concentrado em poucos analistas, dois casos parecidos podem ter desfechos diferentes . A automação bem construída resolve isso: expõe a regra, padroniza o critério e deixa o histórico rastreável. Não é uma questão de eficiência; é de coerência.
Esse desenho resolve três frentes ao mesmo tempo.
A primeira é consistência. Decisão registrada, regra visível e versionada, e qualquer pessoa do time conseguindo entender por que um caso seguiu um caminho e não outro. Com a possibilidade de simular antes de implementar, a operação passa a evoluir com segurança em vez de medo.
A segunda é autonomia. Por muito tempo, equipes acabaram virando uma espécie de middleware entre sistemas que não conversavam, regras espalhadas e ferramentas desconectadas. O analista deixava de ser decisor e virava ponte. Quando a inteligência está na camada operacional, esse papel muda: o time deixa de tapar buraco e passa a definir diretrizes, calibrar estratégia, supervisionar exceções relevantes e refinar continuamente a operação.
A terceira, e talvez a mais estratégica para seguros, é a auditabilidade. Um sistema realmente inteligente para o setor não pode ser uma caixa-preta. Ele precisa registrar o que viu, quais referências consultou, por que tomou determinada decisão e quais evidências sustentaram aquele caminho. Sem isso, qualquer ganho de velocidade é frágil.
A Brick chama atenção também para o que costuma vir junto com anos de automação mal estruturada: a chamada dívida decisória. Camadas de regras, exceções e salvaguardas acumuladas no tempo, muitas necessárias um dia, mas que hoje se sobrepõem e tornam qualquer mudança lenta e arriscada. O receio de mexer no que já roda freia o próprio avanço.
A saída é tratar a decisão como arquitetura, não como uma coleção de scripts: regras visíveis e versionadas, simulação antes da implementação, governança que impede sobreposição de lógicas e explicabilidade desde a origem.
Velocidade segue sendo central. O que muda é como ela é sustentada. Maturidade, para a Brick, não é decidir mais devagar, é estruturar a decisão para que possa ser testada, ajustada e auditada com velocidade e com clareza.

