A trajetória de mais de quatro décadas de Rivaldo Leite no mercado de seguros foi o tema do quinto episódio do podcast Brick by Brick. Em conversa com Vinicius Schroeder, CEO e cofundador da Brick, o executivo revisitou sua história profissional, desde os primeiros trabalhos na adolescência até chegar à presidência da Porto. Atualmente conselheiro da companhia e responsável pela operação da empresa no Uruguai, Rivaldo compartilhou passagens marcantes da carreira e destacou o papel dos corretores em sua formação profissional.
Natural de Pombal, na Paraíba, ele contou que começou a trabalhar ainda criança. Antes de ingressar no setor de seguros, vendeu sorvetes, foi engraxate e atuou como frentista. Sua entrada no mercado aconteceu quando buscava uma vaga de office boy em São Paulo. Depois de visitar diversas empresas, conseguiu uma oportunidade em uma corretora de seguros.
“Eu comecei a entrar nos prédios e bater de porta em porta perguntando se precisavam de office boy. Até que um dia cheguei a uma corretora de seguros e me contrataram na hora”, relembrou.
A corretora operava exclusivamente com a Porto, iniciando uma relação que duraria mais de 45 anos. Segundo ele, a proximidade com os corretores foi fundamental para sua evolução na companhia. “Eu sempre gostei de pessoas, de relacionamentos e de ajudar. Acho que tudo começa no prazer de fazer o que se gosta”, destacou.
Apesar da ascensão profissional, Rivaldo afirmou que nunca planejou chegar à presidência da companhia. “Nem nos melhores sonhos eu imaginava ser presidente. Meu sonho era ser office boy e, depois, gerente de filial. As outras coisas foram acontecendo naturalmente”, contou.
Após ocupar cargos de liderança em diferentes regiões do país, assumir diretorias e a vice-presidência comercial, ele recebeu o convite para comandar a seguradora. “Passou um filme pela minha cabeça. Desde a infância na Paraíba até aquele momento. Foi algo muito emocionante”, disse.
Ao comentar sua saída da presidência, em 2025, Rivaldo destacou que a formação de sucessores é uma das maiores responsabilidades de um líder. “O grande papel de um líder é formar sucessores. Saí com a sensação de missão cumprida e feliz por ter ajudado a desenvolver pessoas”, ressaltou.
Durante a entrevista, ele também destacou a força da cultura construída ao longo das décadas na companhia. “A cultura da Porto é muito forte. A essência continua viva porque existe um trabalho constante para manter esses valores”, concluiu.

