Um homem de 39 anos identificado como Fernando Curti Tavares foi preso, na última quarta-feira (28), suspeito de participar da morte de um jovem de 21 anos que foi encontrado sem vida dentro de uma banheira de um motel em Barra Funda, em São Paulo, no dia 1º de outubro. De acordo com as investigações, o apontado como autor, que era casado com a vítima, teria matado o jovem para obter os valores das apólices de seguro de vida.
O Metrópoles afirma que os policiais descobriram que a vítima tinha mais de três apólices em valores que variam de R$ 2 milhões a R$ 10 milhões, com cláusulas especiais que dobravam a indenização em caso de morte acidental. O marido e suspeito do crime era o único beneficiário de todas as apólices e teria acionado os seguros poucas horas após a constatação da morte do companheiro.
Ao CQCS, Adriano Scattini, da Advocacia Zacarelli, destaca que o caso causa comoção. “Esse caso causa mais espanto por ser premeditado e envolver a morte de um inocente: foram contratadas diversas apólices sem conhecimento do segurado, somando mais de R$ 15 milhões para um único beneficiário, que é exatamente o suspeito do crime. Se os fatos forem confirmados, ele deverá ser indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe, ou seja, a intenção de benefício financeiro com as indenizações”, destaca.
A mãe da vítima, além de não saber do relacionamento, também desconhece a contratação das apólices de seguro de vida do jovem.
O resultado da necropsia apontou que a vítima teria sido afogada, fato que causou estranheza devido à banheira do motel ter uma profundidade menor que 70 centímetros. Posteriormente, de acordo com informações divulgadas, foram reveladas lesões de defesa nos dedos, mãos e antebraços do jovem, ferimentos na cavidade oral e infiltrações hemorrágicas profundas no pescoço.

