Durante muitos anos, contratar um seguro exigia uma decisão consciente do consumidor. Era preciso procurar uma seguradora ou um Corretor, conhecer as opções disponíveis e então contratar a proteção desejada.
Mas hoje, nem sempre é assim. Esse cenário começa a mudar com o crescimento do chamado embedded insurance, ou seguro embarcado, modelo em que a proteção é oferecida no próprio momento da aquisição de um produto ou serviço.
Ao comprar um celular, alugar um veículo, contratar uma viagem ou utilizar uma plataforma digital, o consumidor pode receber uma oferta de seguro integrada à própria experiência de compra. O processo se torna mais simples, mais rápido e muito mais acessível, porém na imensa maioria das vezes, sem escolha da seguradora envolvida.
Essa tendência possui enorme potencial para ampliar a cultura do seguro no Brasil. É importante lembrar que muitas pessoas que jamais buscariam uma proteção por iniciativa própria acabam tendo acesso a soluções compatíveis com suas necessidades justamente porque elas surgem no momento mais adequado.
Naturalmente, essa expansão também exige responsabilidade. A simplicidade da contratação não pode reduzir a transparência das informações nem comprometer a compreensão das coberturas contratadas. O consumidor precisa continuar tendo clareza sobre o que está adquirindo e liberdade para decidir.
Outro ponto importante é compreender que o crescimento do embedded insurance não diminui a relevância do Corretor de Seguros. Pelo contrário. À medida que o mercado cria novas formas de distribuição, aumenta também a necessidade de orientação para riscos mais complexos, planejamento patrimonial e proteção personalizada.
O futuro do seguro não será marcado apenas por novos canais de venda, mas por novas formas de aproximar proteção das pessoas. E, nesse aspecto, o embedded insurance representa uma evolução importante para tornar o seguro cada vez mais presente no cotidiano da sociedade.

