Quando observamos grandes obras de infraestrutura, normalmente enxergamos pontes, rodovias, aeroportos, hospitais, usinas ou sistemas de saneamento. O que quase nunca aparece é um dos elementos que torna muitos desses projetos possíveis: o seguro.
Boa parte dos investimentos nesse aspecto depende de mecanismos capazes de reduzir riscos e oferecer segurança jurídica para governos, investidores, financiadores e empresas responsáveis pelas obras.
Nesse contexto, diferentes modalidades de seguros exercem papel fundamental. O seguro garantia contribui para assegurar o cumprimento das obrigações contratuais. Os seguros patrimoniais protegem ativos durante sua construção e operação. Outras coberturas ajudam a administrar riscos de engenharia, responsabilidade civil e eventos inesperados que poderiam comprometer empreendimentos de grande porte.
Em outras palavras, o seguro não apenas protege investimentos já realizados. Ele cria condições para que muitos investimentos aconteçam. Sem instrumentos eficientes de transferência de riscos, diversos projetos se tornariam financeiramente mais caros, mais inseguros ou simplesmente inviáveis. Isso significa que o impacto do mercado segurador ultrapassa os limites do próprio setor e contribui diretamente para o desenvolvimento econômico do país.
Em um Brasil que ainda enfrenta importantes desafios de infraestrutura, ampliar a capacidade de investimento passa também por fortalecer mecanismos que tragam previsibilidade e confiança aos agentes envolvidos.
Nem sempre o seguro aparece nas manchetes quando uma obra é inaugurada. Mas, muitas vezes, ele esteve presente desde o primeiro dia, sustentando a segurança necessária para que aquele projeto pudesse sair do papel.
Mais do que indenizar prejuízos, o seguro ajuda a construir o futuro.

