Por: Natália Cunha, Diretora de Gente, Gestão e Marketing
Por que o mercado de seguros está deixando de comprar ferramentas e passando a contratar
serviços entregues por inteligência artificial.
Por anos, transformação digital no seguro significou comprar software. A seguradora contratava uma plataforma, treinava o time e continuava fazendo o trabalho, agora com uma tela no meio. O software ajudava, mas o serviço continuava dependendo de gente executando tarefa por tarefa.
Isso está mudando, e a categoria que organiza a mudança tem nome: Serviço como Software. Em vez de vender a ferramenta para alguém operar, entrega-se o serviço pronto, e a execução migra progressivamente da operação humana para agentes de inteligência artificial. O cliente não compra um sistema para operar. Ele contrata o resultado, com escala de software e qualidade de especialista.
A diferença é prática. No modelo antigo, o ganho tinha teto: cada nova operação exigia mais gente. No Serviço como Software, uma esteira orquestrada captura, valida e decide, com supervisão humana onde o custo do erro é alto. A régua sobe sem que o custo suba junto.
Na Planetun, isso não é promessa de futuro. Atuamos no seguro brasileiro há 20 anos e fomos pioneiros na vistoria digital, em 2016. Hoje, processamos cerca de 2 milhões de vistorias por ano, e as dez maiores seguradoras de auto do país usam ao menos uma das nossas soluções, em 42 contas ativas. Começamos pela entrada do risco, a vistoria e a inspeção, e nos tornamos o único orquestrador de vistorias e inspeções do mercado, uma categoria que nenhum outro player ocupa.
É essa a prova da tese: não somos mais uma ferramenta de IA; orquestramos o serviço inteiro, do primeiro contato à decisão. Nos próximos meses mostraremos como, na prática. Em agosto, o Balcão de Vistorias. Em setembro, o agente conversacional. E em novembro, no CQCS, você vê os dois ao vivo.
Serviço como Software não é jargão de IA. É a diferença entre comprar mais uma ferramenta e finalmente contratar o resultado.

