Ampliar a presença dos seguros na sociedade, acompanhar as mudanças na distribuição e preparar o setor para novos riscos foram alguns dos desafios debatidos no primeiro dia do CQCS Inovação 2026, nesta quarta-feira (4). No painel “Inovando e Criando Mercados”, Claudia Lopes, CEO da Sancor Seguros; Frederico Knapp, CEO da IRB(Seg) Patrimonial; e Juliana Rufino, CRO da i4pro, discutiram oportunidades para o desenvolvimento do mercado brasileiro.
Claudia Lopes destacou o baixo índice de penetração dos seguros no país e a necessidade de ampliar o acesso à proteção. Como exemplo, citou que apenas 30% da frota brasileira está segurada. “Queremos que os seguros cresçam e a sociedade fique cada vez mais segurada.”
A executiva também relembrou a evolução dos canais de distribuição, desde a expansão dos bancos até o avanço dos modelos digitais e dos seguros embarcados. Para ela, a tecnologia pode facilitar esse processo. “A distribuição precisa fazer parte da jornada, e a IA ajuda a levar de forma simples.”
Frederico Knapp chamou atenção para a exposição do Brasil a eventos catastróficos. Segundo ele, ocorrências como as enchentes no Rio Grande do Sul e os eventos registrados em Santa Catarina mostram que o país precisa avançar na proteção contra esses riscos.
O executivo ressaltou que os prejuízos vão além das perdas materiais, atingindo também a capacidade de recuperação das empresas. “O primeiro ponto é que nunca achamos que irá acontecer com a gente, mas infelizmente acontece”, afirmou. Knapp também destacou o impacto das perdas não cobertas pelo seguro e os custos que recaem sobre o governo para auxiliar empresas afetadas.
Juliana Rufino abordou a necessidade de modernização tecnológica para acompanhar as transformações do setor. Na avaliação da executiva, empresas como a i4pro precisam evoluir de sistemas mais fechados para soluções que agilizem decisões e acompanhem a dinâmica dos canais de distribuição.
Ela também defendeu uma visão mais integrada do mercado, com maior flexibilidade para responder às mudanças. “O nosso desafio caminha em sermos mais flexíveis, olhar o ecossistema muito além de RP e tratar o seguro de forma mais assertiva. Olhar o sistema como uma coisa só.”

