A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou os percentuais máximos de reajuste de plano de saúde em 2026.
Os valores aprovados foram de até 5,52% para operadoras da Medicina de Grupo e 6,2% para Seguradoras Especializadas em Saúde.
Entenda a seguir quais são os planos de saúde que terão esse reajuste em 2026 e como o cálculo é feito
Quais planos de saúde terão reajuste em 2026?
Segundo a ANS, os planos de saúde que terão a mensalidade reajustada são Bradesco Saúde, SulAmérica, Amil e Itauseg.
Desses, apenas a Amil seguirá o percentual de 5,52%. As demais (Bradesco Saúde, SulAmérica e Itauseg) seguem o valor de 6,2% de reajuste de mensalidade.
Esse reajuste vale para os contratos de planos individuais não regulamentados pela Lei n.º 9.656/1998 e vinculados a Termos de Compromisso com a ANS. Hoje, mais de 158 mil beneficiários de planos de saúde estão neste contrato.
Como a ANS calculou o reajuste dos planos de saúde?
A agência calcula o reajuste dos planos de saúde com base na variação de despesa e fatores adicionais, mas ela divide os planos em duas categorias: Medicina de Grupo e Seguradoras Especializadas em Saúde. Entenda:
Medicina de Grupo: empresas que vendem planos e oferecem atendimento prioritário na rede própria de hospitais e clínicas. A Amil faz parte desse grupo
Seguradoras Especializadas em Saúde: são instituições financeiras que têm autorização para atuar no ramo e oferecem seguros de saúde, sem possuir rede própria de hospitais ou clínicas. O Bradesco Saúde, SulAmérica e Itauseg fazem parte desse grupo
Os percentuais aprovados neste ano consideraram o valor de 5,11% de variação da despesa assistencial no período mais os fatores adicionais previstos na metodologia de cálculo do teto, que variam conforme a categoria do plano de saúde:
Medicina de Grupo: fator de 0,39, totalizando 5,52%
Seguradoras: fator de 1,04%, totalizando 6,2%
Em 2025, os percentuais máximos foram de 6,47% para Medicina de Grupo e 7,16% para Seguradoras.
O reajuste vale para planos coletivos e novos contratos?
Não, o reajuste vale apenas para os contratos individuais firmados antes da Lei n.º 9.656/1998 cuja operadora tenha aderido ao Termo de Compromisso junto da ANS.
A Lei n.º 9.656 dispõe sobre os planos e seguros de saúde, delimitando regras para coberturas, garantias e, principalmente, reajustes nas mensalidades.
Antes da Lei, cada operadora seguia regras próprias previstas em seus contratos, mas com o tempo isso gerou cláusulas conflitantes e reajustes abusivos na mensalidade.
Com a criação da Lei, os planos novos, contratados a partir de 1999, seguem as regras estabelecidas na legislação. Esses planos não sofrem o reajuste aprovado agora pela agência.
Além deles, tem outras modalidades de planos que seguem regras próprias de reajuste de valores, sendo eles:
Planos individuais ou familiares regulamentados: seguem o teto fixado pela ANS de 5,11% para o ciclo de maio de 2026 a abril de 2027
Planos coletivos empresariais ou por adesão: o reajuste é negociado entre operadora e empresa
Plano coletivo com até 29 vidas: seguem a regra do Pool de Risco onde a operadora agrupa as micro e pequenas empresas para calcular um percentual de aumento único para todos
Planos antigos sem termo de compromisso: seguem índices previstos em contrato
Como saber se o seu plano será reajustado?
Para saber se o seu plano faz parte do reajuste de agora, é preciso consultar seu contrato para avaliar a data da contratação, tipo de contrato e a operadora responsável pelo seu plano.
Também é possível entrar em contato com a operadora para consultar essa informação diretamente com a equipe de atendimento.
Como organizar o orçamento com o reajuste do plano de saúde?
Se o seu plano vai passar pelo reajuste, é normal se preocupar com o planejamento financeiro.
Afinal, um plano de saúde é uma despesa recorrente que precisa ser considerada no momento de fazer seu orçamento, e alterações no valor podem impactar seu financeiro.
Nesses momentos em que há uma necessidade de reorganização financeira, pode ser necessário contar com dinheiro extra até se estabilizar.
Para isso, existem alternativas de crédito com condições atrativas e com medidas para que as parcelas caibam no seu bolso.

