Notícias | 2 de julho de 2026 | Fonte: O Globo

ANS define que planos de saúde antigos terão reajuste de até 6,2% em 2026

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou os percentuais máximos de reajuste a serem aplicados neste ano para contratos de planos de saúde individuais não regulamentados, vinculados a Termos de Compromisso firmados com a reguladora. Os índices serão de até 5,52% para operadoras da modalidade Medicina de Grupo e de 6,2% para Seguradoras Especializadas em Saúde, , informou a ANS na segunda-feira (dia 29).

Esses percentuais impactam contratos firmados antes da vigência da Lei nº 9.656, de 1998, que regulamentou o setor de planos de saúde. Isso porque os Termos de Compromisso foram instituídos em 2004 visando dar maior previsibilidade, transparência e alinhamento regulatório aos reajustes desses contratos antigos.

Segundo a ANS, na época, a medida buscou substituir cláusulas contratuais consideradas ambíguas ou excessivamente onerosas por critérios técnicos e objetivos de reajuste.

Reajuste máximo por operadora

Os termos foram celebrados com seis operadoras: Bradesco Saúde, SulAmérica, Golden Cross, Amil, Itauseg e Porto Seguro. Atualmente, permanecem vigentes apenas os acordos firmados com Bradesco Saúde, SulAmérica, Amil e Itauseg, informou a ANS.

Para 2026, os percentuais máximos de reajuste ficaram definidos da seguinte forma:

5,52% para operadoras da modalidade Medicina de Grupo (Amil);
6,2% para Seguradoras Especializadas em Saúde (Bradesco Saúde, SulAmérica e Itauseg).

Segundo a ANS, os percentuais resultam da combinação entre a variação da despesa assistencial no período (5,11%) e os fatores adicionais previstos na metodologia de cálculo do teto (0,39% e 1,04%, para as medicinas de grupo e as seguradoras, respectivamente).

Em 2025, os percentuais máximos de reajuste foram de 7,16% para as Seguradoras Especializadas em Saúde e de 6,47% para as operadoras de Medicina de Grupo.

Atualmente, 158.605 beneficiários estão vinculados a contratos sob Termos de Compromisso. Segundo a ANS, esse contingente vem diminuindo gradualmente, já que a comercialização desses planos não é mais permitida. No ano passado, eram cerca de 400 mil beneficiários.




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