Notícias | 26 de outubro de 2026 | Fonte: CQCS l Ana Mello

MeteoIA prevê chuva acima da média no Centro-Sul e atenção à seca no Centro-Norte até dezembro

O Brasil deve ter comportamentos distintos de chuva nos próximos meses. Enquanto áreas do Centro-Sul tendem a registrar precipitações acima da média, principalmente em outubro, a Amazônia e partes do Centro-Oeste e do interior do Sudeste podem enfrentar períodos de menor regularidade das chuvas até dezembro. A perspectiva faz parte do relatório mensal da MeteoIA, que analisou os acumulados registrados em agosto e setembro e apresentou a nova rodada de previsão do MIA Climate para o último trimestre de 2026.

O cenário chama atenção para a gestão de riscos em diferentes regiões do país. No Centro-Sul, o excesso de chuva pode aumentar a exposição a alagamentos, enxurradas e deslizamentos, especialmente em locais que já apresentam solo com elevada umidade. Já no Centro-Norte, a preocupação está relacionada à disponibilidade hídrica, aos níveis dos rios e aos possíveis efeitos de períodos mais secos.

Os dados do MERGE/CPTEC-INPE mostram que agosto teve os maiores acumulados de chuva em áreas do Sul do Brasil, com núcleos entre 200 e 300 milímetros. Em grande parte do Centro-Oeste e no interior do Nordeste, os volumes foram baixos, comportamento compatível com a estação seca nessas regiões.

Na avaliação da MeteoIA, o modelo MIA Climate conseguiu representar bem, no início de agosto, o padrão de anomalias observado posteriormente em boa parte do país. O sistema identificou, por exemplo, o sinal de chuva acima da média no Sul e de precipitação abaixo da média no norte da Amazônia.

Em setembro, a diferença entre as regiões ficou ainda mais evidente. Os acumulados superaram 300 milímetros em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. No consolidado das anomalias, o excesso de chuva em relação à média histórica se destacou principalmente entre Paraná e São Paulo, enquanto grande parte da Amazônia apresentou déficit.

O MIA Climate também representou de forma adequada o sinal de chuva acima da média no Centro-Sul. Na Amazônia, porém, o déficit observado foi mais abrangente do que o inicialmente indicado pelo modelo, especialmente no norte de Mato Grosso e em áreas do centro e norte do Amazonas.

Para os próximos meses, outro fator acompanhado pela MeteoIA é o aquecimento do Pacífico Tropical. A previsão indica que a região do Niño 3.4 deve permanecer acima de +2°C entre outubro e dezembro de 2026. O aquecimento tende a ser ainda mais intenso nas regiões Niño 1+2 e Niño 3.

A empresa ressalta, porém, que a temperatura do oceano não deve ser analisada isoladamente. Para entender os possíveis efeitos sobre o clima, também é necessário acompanhar a resposta da atmosfera, incluindo mudanças nos ventos alísios, na pressão e na convecção tropical.

Para outubro, a rodada de previsão do MIA Climate, de 1º de outubro, aponta chuva acima da média em uma faixa ampla do Centro-Sul. O sinal aparece com maior destaque em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, avançando também para o Rio Grande do Sul. Em relação às rodadas anteriores, o modelo ampliou a extensão e a intensidade dessa previsão.

Em novembro e dezembro, a tendência de precipitação acima da média permanece mais concentrada no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo, grande parte da Amazônia e áreas do Centro-Oeste e do interior do Sudeste apresentam anomalias negativas, indicando a necessidade de acompanhar a regularidade das chuvas e a disponibilidade de água.

Para o setor de seguros, esse tipo de informação pode contribuir para o planejamento e a gestão de riscos, principalmente quando combinada com dados locais e previsões de curto prazo. Em regiões sujeitas ao excesso de precipitação, o acompanhamento das condições do solo e das bacias hidrográficas pode ajudar na identificação de áreas mais vulneráveis.

No Centro-Norte, a atenção se volta para os níveis dos rios, a disponibilidade hídrica e os possíveis impactos de períodos de seca sobre atividades econômicas, propriedades e infraestrutura.

A própria MeteoIA destaca que a previsão climática funciona como uma ferramenta de planejamento para os meses seguintes, mas não substitui o monitoramento contínuo. Para prever episódios de chuva intensa e seus impactos locais, é necessário combinar a perspectiva climática de médio prazo com previsões de curto prazo e acompanhamento das condições observadas em cada região.

FAÇA UM COMENTÁRIO

Esta é uma área exclusiva para membros da comunidade

Faça login para interagir ou crie agora sua conta e faça parte.

FAÇA PARTE AGORA FAZER LOGIN

Valorizamos sua privacidade

O CQCS utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdos e analisar o nosso tráfego. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias, de acordo com a nossa Política de Privacidade.

Personalizar preferências de consentimento

NecessárioSempre ativo

Estes cookies são essenciais para o funcionamento adequado do site, garantindo recursos básicos de segurança e acessibilidade. Eles não armazenam nenhuma informação pessoal identificável.

Funcional

Permitem que o site lembre das suas escolhas e forneça funcionalidades aprimoradas e personalizadas, como compartilhamento em redes sociais e integração de recursos de terceiros.

Sem cookies para exibir.

Analítico

Ajudam a entender como os visitantes interagem com o site, coletando e relatando informações de forma anônima. Fornecem dados sobre número de visitantes, tempo na página e fontes de tráfego.

Desempenho

Utilizados para compreender e analisar os principais índices de desempenho do site, ajudando a proporcionar uma experiência de navegação otimizada para os usuários.

Sem cookies para exibir.

Anúncio

Usados para fornecer anúncios mais relevantes aos visitantes com base em suas navegações anteriores, além de ajudar a medir a eficácia das campanhas publicitárias.

Sem cookies para exibir.