Notícias | 25 de abril de 2024 | Fonte: CQCS l Manuella Cavalcanti

Lideranças do setor destacam perspectivas e desafios no Congrecor 2024

O Congresso de Corretores da Região Centro-Oeste e dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo começou nesta quarta-feira (24) em Brasília (DF). Após a abertura do evento, os corretores presentes puderam acompanhar o Painel das Autoridades “Conversando o Mercado de Seguros”, que contou com a participação de Armando Vergílio, Presidente da Fenacor, Dyogo Oliveira, Diretor-Presidente da CNseg, Lucas Vergílio, Presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), e Joaquim Mendanha, Presidente do Instituto Brasileiro de Autorregulação dos Corretores de Seguros (Ibracor), Airton Almeida, diretor técnico da Superintendência de Seguros Privados (Susep), e o advogado e ex-governador de Brasília Paulo Octávio. 

Mediado por Jackson Prata, Presidente do Sincor-DF, Armando Vergílio foi o primeiro convidado a falar. Para ele, foi um grande prazer, alegria e satisfação participar da terceira edição do Congrecor. “Não tenho dúvida nenhuma que esse Congresso se constituirá no sucesso e uma excelente oportunidade para troca de conhecimento, de ideias, e para fazer networking”, comentou ele. 

A liderança da Fenacor destacou ainda que a instituição tem se preocupado em ser uma provedora de soluções para os corretores de seguros. Além disso, Armando Vergílio enfatizou a importância do fortalecimento da Superintendência de Seguros Privados (Susep): “A prioridade da Fenacor e outras instituições, como a própria CNSeg, Escola de Negócios e Seguros, Ibracor, é alinhar o sentido de buscarmos a reestruturação da Susep. Não existe um mercado forte, sem um órgão fiscalizador forte”. 

Seguindo o bate-papo, Dyogo Oliveira, agradeceu o convite para participar do painel e reforçou que o corretor de seguros vai sempre ser o principal protagonista no Mercado de Seguros, ainda que o mundo esteja mais digital. O Presidente da CNseg também falou sobre o Open Insurance: “Acho que vai acontecer, tem que acontecer. Mas, temos que avaliar os riscos da modelagem do Open Insurance”. 

Dyogo declarou que é fundamental alcançar mais pessoas, já que, atualmente, apenas 30 milhões de brasileiros têm seguro. “A gente precisa falar a língua dessa gente, ter produto para essa gente, ter um canal de distribuição para chegar até essa gente e é isso que a CNseg tem feito”, destacou. 

Participando do primeiro painel, Lucas Vergílio comentou que a Escola de Negócios e Seguros completa, em 2024, 53 anos e confere protagonismo ao corretor: “Se chegamos onde chegamos, é por conta dos corretores de seguros”. O executivo também declarou que a ENS tem foco total nos corretores e na preparação deles frente às principais tendências do setor. “Não só habilitando e preparando, mas tendo a importante missão de reciclar e qualificar toda a mão de obra do setor de seguros”, comentou. 

Airton Almeida, Diretor Técnico da Susep, pontuou a importância da Superintendência participar do maior Congresso de Corretores da Região Centro-Oeste e dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. “A Susep tem, hoje, 80 mil corretores associados de pessoas físicas e 50 mil corretores de pessoas jurídicas. Então, a presença mostra a importância que a Superintendência enxerga no corretor de seguidores dentro desse processo. A Susep está presente em quatro mil municípios brasileiros, de um total de 5.500, então, a representatividade do corretor de seguros é muito grande”, explicou.

O ex-governador de Brasília Paulo Octávio também esteve presente no painel. Após dar as boas-vindas aos corretores e destacar a importância do Congresso, o político contou que foi corretor de seguros e que, ao longo dos anos, o mercado vem apresentando mudanças. “Sempre foi muito difícil em um país que nunca acreditou muito em poupança. Mas, aos pouquinhos, a coisa melhorou bastante e, hoje, dentro do PIB brasileiro, o percentual de seguros é representativo”, disse ele. 

Corretor há mais de 20 anos, Joaquim Mendanha destacou que a Ibracor é a única  auto reguladora autorizada pela Susep e que o órgão tem as próprias disciplinas. “Muitos aqui, que são nossos associados, recebem um formulário para que todo mundo possa estar respondendo e a gente detectar o que está fora das normas”, finalizou.

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