Seguradoras e operadoras de saúde convivem com desafios que vão de rotinas manuais e dados fragmentados à integração de sistemas legados, pressão regulatória e custos elevados de backoffice. Para a JP+ Consultoria, parte relevante desses entraves pode ser enfrentada com uma combinação de transformação digital, inteligência artificial e gestão da qualidade, aplicada de forma gradual e orientada a resultadosdo negócio.
Na avaliação de Joel de Oliveira, sócio-fundador da JP+, um dos principais obstáculos está na sobrevida de atividades que dependem fortemente de análise especializada dos times, como em subscrição, regulação de sinistros, autorizações, conferência documental e auditoria. Além de ampliar o tempo de resposta, esse cenário favorece retrabalho, divergências e maior utilização de equipes técnicas em tarefas que poderiam ser simplificadas ou automatizadas. “Os gargalos precisam ser vistos também como oportunidades de investimento em melhoria. Nem tudo precisa ser feito de uma só vez. É possível programar uma evolução progressiva, combinando soluções maduras de inteligência artificial, conhecimento do negócio e metodologias adequadas de gestão”.
No front-office, a consultoria identifica espaço para ampliar o engajamento de corretores e segurados por meio de ofertas mais personalizadas, marketplaces, revisão da experiência do usuário e técnicas de engenharia comportamental. Já nas áreas internas, o foco recai sobre produtividade, qualidade, integração entre parceiros, automação e redução de tarefas repetitivas. Para o segmento de saúde suplementar, há uma mudança considerada estrutural pela empresa. A transição de modelos de remuneração baseados exclusivamente em fee for service, vinculados aos procedimentos realizados, para diretrizes como Value BasedHealth Care e compartilhamento de risco tende, segundo a JP+, a exigir adaptações em rotinas, sistemas, indicadores e terminologias utilizadas pelas operadoras e pelas Redes. Entre as áreas com maior potencial de modernização estão sinistros, autorizações e subscrição.. A aplicação de tecnologia pode apoiar triagem, leitura documental, validação de coberturas, identificação de indícios de fraude, elegibilidade, interpretação de declarações de saúde, análise de risco e geração de propostas.
A JP+ destaca que a dispersão de informações continua sendo uma das barreiras para avanços mais consistentes: dados estão distribuídos entre plataformas internas, corretores e fornecedores, dificultando a construção de uma visão integrada do cliente. “Na subscrição, por exemplo, existe uma oportunidade relevante de utilizar melhor informações que a própria organização já possui, mas que permanecem espalhadas entre diferentes sistemas e fontes. Quando esses dados são integrados, a análise do cliente e do risco pode ganhar consistência e velocidade”, explicou o executivo.
Em Saúde, a fragmentação também afeta autorizações, regulação e gestão estratégica. Embora padrões como TISS e TUSS tenham ampliado a organização da troca de informações na saúde suplementar, ainda existem diferenças entre sistemas, tabelas, prestadores e classificações. Somam-se a isso as constantes atualizações de procedimentos, técnicas e materiais médicos, que tornam o ambiente operacional particularmente dinâmico.
Para atuar nesse contexto, a JP+ estruturou o conceito de Gestão as a Service, modelo no qual uma equipe sênior é mobilizada de acordo com o problema, a prioridade e a duração necessária, sem exigir que a contratante mantenha permanentemente uma estrutura dedicada à transformação.
A proposta é organizada pela metodologia proprietária THEA, que combina quatro disciplinas: IA e Governança de IA, Business Process Redesign, Transformação Digital e Quality& Value Management, numa jornada composta por diagnóstico, desenho da solução, implantação e acompanhamento, reunidos nas etapas THEA Radar, Blueprint, Sprints e Monitor. Ao ampliar a cobertura técnica das iniciativas, a JP+ também prevê cooperação com provedores especializados em áreas complementares. A experiência apresentada pela consultoria inclui trabalhos anteriores do time em seguros e saúde envolvendo redesenho de sinistros, reembolso, credenciamento de prestadores, autorização eletrônica, subscrição e aplicação de inteligência artificial, além de projetos de transformação digital e melhoria da gestão.
Na visão da empresa, a combinação entre especialização externa e conhecimento acumulado pelas equipes dos clientes permite conduzir mudanças em etapas compactas, com prioridades definidas a partir de impacto, esforço e capacidade de execução. Para empresas pressionadas simultaneamente por eficiência, experiência do consumidor, avanço tecnológico e compliance, a proposta é substituir grandes programas de transformação por uma evolução contínua, modular e mensurável.

