O preço médio das apólices dos dez carros mais vendidos do Brasil recuou em agosto, mas os modelos eletrificados continuam liderando o ranking de seguros mais caros, com o BYD Song Plus 1.5 16V Híbrido no topo da lista.
Mesmo com a retração geral dos preços, quem opta por veículos eletrificados precisa reservar um orçamento maior para o seguro, reflexo do custo de peças e da dinâmica ainda em maturação do novo segmento no país.
Queda geral, mas eletrificados em alta
Segundo o levantamento do top 10 feito pela Creditas Seguros, o valor médio das apólices para o perfil masculino passou de R$ 2.903,51 em julho para R$ 2.212,73 em agosto, queda de 23,79%. Para o perfil feminino, a redução foi de 21,45%, de R$ 2.696,43 para R$ 2.118,10.
Apesar da redução generalizada dos valores, quatro modelos eletrificados ocuparam as primeiras posições entre os seguros mais caros, são eles: BYD Song Plus 1.5 16V Híbrido, GWM Haval H6, BYD Dolphin GS e Dolphin Mini.
Valores por modelo e perfil
Em agosto, o BYD Song Plus 1.5 16V Híbrido manteve-se como o veículo mais caro da lista, com R$ 3.600,84 para homens e R$ 3.563,09 para mulheres. Na sequência, o recém-chegado Haval H6 aparece com R$ 3.213,35 (homens) e R$ 3.208,60 (mulheres).
O BYD Dolphin GS registrou R$ 2.669,13 (homens) e R$ 2.308,76 (mulheres), enquanto o Dolphin Mini EV ficou em R$ 2.261,47 e R$ 2.090,86, respectivamente.
Na ponta oposta, o VW Polo Track foi o seguro mais acessível do ranking, com R$ 1.533,03 para homens e R$ 1.422,82 para mulheres.
Por que o seguro de elétricos e híbridos ainda é mais caro?
Segundo Marcelo Baseoti, gerente da Creditas Seguros, o prêmio de risco desses modelos permanece elevado mesmo em cenário de retração geral, puxado pelo custo de reposição de peças e pela dinâmica ainda em maturação do mercado de elétricos no Brasil.
A entrada e saída de modelos eletrificados no ranking dos mais vendidos impacta diretamente a média geral do setor. Em julho, a alta foi puxada pela entrada de elétricos de maior valor; em agosto, a saída do EX2 Pro Elétrico do Top 10 e a entrada do Haval H6, com custo de peças mais competitivo, ajudaram a reduzir a pressão sobre a média.
Maiores variações por modelo
Alguns modelos populares registraram quedas expressivas no mês. O Polo Track 1.0 12V flex teve redução de 27,76% para homens (de R$ 2.122,35 para R$ 1.533,03) e de 28,66% para mulheres (de R$ 1.994,32 para R$ 1.422,82).
O Argo 1.0 flex recuou 37,31% para homens (de R$ 2.563,53 para R$ 1.607,18) e 35,50% para mulheres (de R$ 2.283,49 para R$ 1.472,87). Já o Onix hatch 1.0 flex caiu 19,28% para homens e 16,29% para mulheres.
Rio com os valores mais altos
O preço médio recuou em todas as capitais analisadas, mas o Rio de Janeiro manteve os valores médios mais altos para ambos os perfis: R$ 3.134,37 para homens e R$ 2.733,43 para mulheres.
Para o perfil masculino, as demais capitais com os maiores preços em agosto foram: Porto Alegre (RS) R$ 2.166,20, Goiânia (GO) R$ 2.164,14 e Salvador (BA) R$ 2.152,80.
As mais baratas foram: Florianópolis (SC) R$ 2.037,73, São Paulo (SP) R$ 2.047,99 e Brasília (DF) R$ 2.107,39.
Para o perfil feminino, além do Rio, as capitais com maiores valores médios foram Salvador (BA) R$ 2.104,87, Porto Alegre (RS) R$ 2.086,98 e Belo Horizonte (MG) R$ 2.074,13.
Os valores mais acessíveis foram São Paulo (SP) R$ 2.003,78, Florianópolis (SC) R$ 2.023,67 e Brasília (DF) R$ 2.033,38.

