Notícias | 11 de agosto de 2026 | Fonte: CQCS l Ana Mello

Indenização recusada após esposa de segurado dirigir e se envolver em sinistro reforça importância da declaração correta dos condutores

Um caso de recusa de sinistro após a esposa do segurado estar ao volante, sem constar no perfil de condutor informado na apólice, chamou atenção para a importância de declarar corretamente quem utiliza o veículo. O caso divulgado através de uma matéria no portal O Antagonista em 5 de agosto, reforça que divergências entre o perfil informado na contratação e a forma como o carro é efetivamente utilizado podem ser consideradas na análise de um sinistro. Para o presidente do Sincor-PE, Carlos Valle, o cuidado com essas informações deve começar ainda na contratação do seguro. “A maioria das seguradoras não dão cobertura quando há uma divergência de preenchimento de perfil. Não todas, mas a maioria aí pode se prevalecer disso”, afirma.

Valle ressalta, entretanto, que a análise depende das características de cada situação e do perfil do motorista. Uma pessoa com idade e características semelhantes às do condutor principal pode representar uma situação de risco diferente daquela envolvendo um motorista mais jovem, por exemplo.

Por isso, a declaração dos condutores deve refletir, dentro das regras estabelecidas pela seguradora, a realidade de utilização do veículo. A questão pode surgir em diferentes situações do dia a dia, como quando um familiar passa a dirigir o carro com frequência, durante uma viagem em que outra pessoa assume o volante ou mesmo quando terceiros utilizam o automóvel.

É justamente nesse contexto que a atuação do corretor ganha importância. Para Valle, o profissional deve conhecer a rotina do cliente e identificar situações que precisam ser consideradas na contratação, evitando que uma informação relevante só seja discutida quando ocorrer um sinistro. “O corretor é a peça principal para poder moldar o seguro para atender o cliente, tanto da forma que ele acha que é possível, que é necessário, quanto da forma que é necessário de fato e ele não percebeu”, afirma.

Segundo o executivo, a avaliação do seguro não deve se limitar à possibilidade de colisão ou roubo do veículo. Na contratação, também é importante considerar situações relacionadas a danos a terceiros, atropelamentos, necessidade de reboque, carro reserva e valores de responsabilidade civil.

Um dos exemplos mais comuns envolve veículos compartilhados entre integrantes da mesma família. Quando marido e mulher utilizam o mesmo automóvel, por exemplo, é importante verificar com a seguradora como o segundo motorista deve ser considerado na apólice. Dependendo das características e da frequência de uso, ele poderá ser enquadrado de maneira diferente.

O cuidado também deve continuar depois da emissão da apólice. Mudanças na rotina podem alterar o perfil de risco durante a vigência do seguro. Se o condutor principal ficar impossibilitado de dirigir durante um período prolongado e outro familiar passar a utilizar o veículo com frequência, por exemplo, a seguradora deve ser comunicada. “Tem que pedir à seguradora para incluir ela como condutora principal”, explica Valle.

Para o corretor, conhecer esses detalhes permite ir além do simples preenchimento da proposta. O profissional pode questionar o cliente sobre sua rotina, apresentar situações práticas e explicar quais mudanças precisam ser comunicadas à seguradora. “Ela fez o certo, avisar, porque o melhor seguro que tem é o seguro bem contratado”, destaca Valle.

Na avaliação do executivo, essa orientação também faz parte do papel consultivo do corretor. O profissional precisa estar preparado para esclarecer dúvidas do cliente e ajudá-lo a compreender as condições do seguro antes que um problema apareça. “O corretor, mesmo que não responda na hora, há de responder para que ela não só contrate de forma correta, mas também tenha conhecimento do que deve ou não fazer”, afirma.

A declaração correta dos condutores, portanto, vai além de uma informação burocrática da apólice. Ela ajuda a manter o seguro compatível com a forma como o veículo é utilizado e permite que o cliente tenha maior clareza sobre as condições da proteção. Para o corretor, também representa uma oportunidade de antecipar dúvidas e orientar o segurado antes que uma mudança na rotina seja discutida apenas no momento de um sinistro.

FAÇA UM COMENTÁRIO

Esta é uma área exclusiva para membros da comunidade

Faça login para interagir ou crie agora sua conta e faça parte.

FAÇA PARTE AGORA FAZER LOGIN

Valorizamos sua privacidade

O CQCS utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdos e analisar o nosso tráfego. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias, de acordo com a nossa Política de Privacidade.

Personalizar preferências de consentimento

NecessárioSempre ativo

Estes cookies são essenciais para o funcionamento adequado do site, garantindo recursos básicos de segurança e acessibilidade. Eles não armazenam nenhuma informação pessoal identificável.

Funcional

Permitem que o site lembre das suas escolhas e forneça funcionalidades aprimoradas e personalizadas, como compartilhamento em redes sociais e integração de recursos de terceiros.

Sem cookies para exibir.

Analítico

Ajudam a entender como os visitantes interagem com o site, coletando e relatando informações de forma anônima. Fornecem dados sobre número de visitantes, tempo na página e fontes de tráfego.

Desempenho

Utilizados para compreender e analisar os principais índices de desempenho do site, ajudando a proporcionar uma experiência de navegação otimizada para os usuários.

Sem cookies para exibir.

Anúncio

Usados para fornecer anúncios mais relevantes aos visitantes com base em suas navegações anteriores, além de ajudar a medir a eficácia das campanhas publicitárias.

Sem cookies para exibir.